Só, homem se senta em um banco defronte o mar e, após embriagar-se, aplaude as águas e canta para elas; fotógrafa do litoral flagrou o momento de contemplação e introspecção do morador de rua; imagens provocaram reflexão sobre a solidão

Um morador de rua provocou reflexão sobre a solidão em tempos de pandemia no litoral de São Paulo, nesta terça-feira (13). Uma fotógrafa registrou o momento em que o homem, só e contemplativo, cantou e aplaudiu a imensidão de água.
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“[Ele] vive há tempos na rua. Hoje ele sentou pensativo, pegou a garrafa e, depois de beber, cantou e bateu palmas para o mar”, descreveu a fotógrafa ao divulgar a imagem em um grupo de fotografias autorais do litoral. Segundo ela, o registro se deu nesta terça-feira. A fotógrafa não indica a praia onde efetuou o registro, porém, de acordo com informações, o morador de rua costuma vagar pelas ruas e praias de Itanhaém.
Num conjunto de quatro sensíveis fotografias, o homem se senta em um banco defronte o mar e, após embriagar-se, filosofa, pensa, aplaude as águas do mar e canta para elas. A imagem lembra Diógenes, o lendário filósofo pós-socrático que vivia num barril e preferiu a luz do sol às riquezas oferecidas por Alexandre, o Grande.

As imagens, divulgadas na mesma data do registro, sensibilizaram moradores que refletiram sobre a solidão humana. "Ninguém sabe o que aconteceu em sua vida pra ele chegar a essa situação, Às vezes é melhor ser uma metamorfose ambulante, do que um sujeito normal. A loucura nada mais é do que os sonhos não realizados, as decepções, a falta de esperança na vida, a falta de fé, a solidão”, refletiu uma moradora.
“A solidão das cidades”, comentou um internauta. “Isso é prova de que a sensibilidade pode travar a cabeça de um homem”, concluiu outro.
"Nesse momento de pandemia, dá vontade de colocar um cobertor nas costas e caminhar sem destino”, interpelou outro morador.