OBRAS NAS MARGINAIS

Mongaguá rejeita obra da CNL que levaria tráfego pesado a rua residencial

Prefeitura questiona manutenção de bloquetes na rua Tiradentes; concessionária diz estar apta a iniciar obras previstas em contrato


Redação
Publicado em 18/06/2026, às 15h55

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Reunião que ocorreu no Paço Municipal com representantes da CNL e da prefeitura
Reunião entre prefeitura e CNL discutiu cronograma de intervenções nas marginais da rodovia Padre Manoel da Nóbrega - Divulgação/Prefeitura de Mongaguá


A prefeitura de Mongaguá, litoral de São Paulo, rejeitou o cronograma inicial apresentado pela Concessionária Novo Litoral (CNL) para obras nas marginais da cidade. O impasse envolve a previsão de início das intervenções pela rua Tiradentes, na divisa com Itanhaém, em uma via residencial que, segundo a administração municipal, não teria estrutura adequada para receber o aumento no fluxo de veículos pesados.

A decisão foi tomada durante reunião na terça-feira (16), no paço municipal, entre representantes da concessionária, a prefeita e integrantes da equipe técnica da prefeitura.

Durante o encontro, a CNL apresentou o primeiro bloco de intervenções previsto para Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Em Mongaguá, a proposta previa o início pela divisa com Itanhaém, no sentido Praia Grande, pela rua Tiradentes.



O principal ponto questionado pela prefeitura foi a manutenção do pavimento em bloquetes, como ocorre hoje. Para a equipe técnica do município, a futura marginal exigiria reforço de base e implantação de asfalto para suportar o tráfego de caminhões, ônibus e demais veículos que passariam a utilizar o trecho.

Precisamos pensar no transtorno que vai causar na rua Tiradentes. Temos uma via estritamente residencial, com baixo fluxo de trânsito. Para que ela funcione como marginal da rodovia é preciso mudar de bloquete para manta asfáltica, com reforço na base”, afirmou a prefeita.

O secretário de Governo também defendeu que a via seja reestruturada antes de receber novo volume de tráfego. Segundo ele, o município poderá levar a discussão ao governo do estado para buscar uma solução.

“Não podemos jogar esse trânsito todo para uma rua sem a estrutura para suportar essa mudança. Depois de pronta a obra, o ônus fica para a prefeitura. Estamos solicitando que seja feita a estruturação da via e colocado asfalto em toda a extensão”, declarou.



Procurada pela reportagem, a CNL informou que está apta a iniciar as obras de implantação e recuperação das marginais, conforme o escopo previsto no contrato de concessão e no convênio firmado entre o governo do estado de São Paulo e a prefeitura de Mongaguá.

A concessionária também afirmou que o contrato de concessão prevê intervenção em cerca de 90km de marginais da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, entre Praia Grande e Peruíbe, com investimento superior a R$110 milhões.

Segundo a prefeitura, o assunto será levado a instâncias superiores da empresa. Participaram da reunião, pela CNL, representantes das áreas de relações institucionais, operações, implantação e comunicação.



Pelo município, além da prefeita, estiveram presentes representantes das secretarias de Governo, Obras Públicas, Agricultura e Meio Ambiente, Planejamento, Serviços Externos e Zeladoria.

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