Meta da Petrobras é dobrar número de MPES fornecedoras até 2020

Costa Norte
Publicado em 02/12/2011, às 13h22 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h30

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A Petrobras investiu, nos últimos 12 meses, R$ 200 milhões em compras corriqueiras só para atender as demandas da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos e a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão. Desse total, cerca de 5% ficaram com pequenas empresas fornecedoras da Região Metropolitana da Baixada Santista. Para diminuir os custos com operações logísticas e, principalmente, estimular a inserção das empresas locais na cadeia de suprimentos de bens e serviços, a meta da estatal é dobrar este índice até 2020. Com o objetivo de orientar as MPEs (micro e pequenas empresas) da região a se aprimorarem para atender estas necessidades do setor, o Sebrae-SP desenvolveu o ‘Programa da Cadeia Produtiva Petróleo, Gás e Energia’, que visa capacitar as MPEs paulistas para fornecer seus produtos e serviços para as empresas do setor. Para isso, a entidade elaborou, com o apoio da Petrobras, o ‘Mapeamento da Demanda e Oferta de Bens e Serviços da Cadeia de Petróleo e Gás na Baixada Santista’, um estudo inédito que traça um perfil das reais demandas das grandes empresas que atuam no segmento de petróleo e gás, bem como as dificuldades encontradas pelas MPEs para realizar negócios com esta cadeia, informando quais serão as ações de capacitação do Sebrae-SP para capacitar os empresários para este fornecimento. O processo de levantamento de dados incluiu a realização de 600 entrevistas com MPEs, entre outras.

Números Dos potenciais fornecedores estão divididos em Serviços (54,83%), Comércio (43,17%) e Indústria (2%). O estudo apontou que estas empresas registram uma média de funcionamento de 15 anos (sendo 61,3% há mais de 10 anos) e uma evolução na força de trabalho de 5% durante o período analisado, empregando uma média de 11 funcionários (43,3% nas micro e 56,6% nas pequenas). Além disso, 60% das MPEs apresentam crescimento médio de 13,72% nas atividades. A pesquisa identificou também melhoras significativas no desempenho das pequenas empresas que já conseguiram tornar-se clientes do setor: a maioria registrou um crescimento médio de faturamento da ordem de 19% e de 14% na expansão de sua força de trabalho.

Potencial A informação reveladora da pesquisa é essa: 85,2% das MPEs entrevistadas têm interesse em fornecer para a cadeia, aquelas que demonstraram desinteresse nesse sentido (14,77%) alegam não possuir tamanho, potencial ou estrutura para fornecer. No entanto, 80% afirmaram conhecer o alto volume de investimentos que cerca a cadeia –US$25 bilhões no Estado de SP, para os próximos 3 anos -, mas apenas 45% delas conseguem se enxergar como fornecedoras desta cadeia atualmente. O estudo identificou ainda que um total de 86,5% das MPEs não buscou informações sobre como se tornar potenciais fornecedoras.

Otimismo Mas a pesquisa mostra que este quadro pode ser alterado em um futuro próximo, pois 80,67% das MPEs têm interesse de vir a fornecer à cadeia de petróleo e gás e apontam em quais áreas precisam de auxílio: capacitação de mão-de-obra foi apontada por 38% dos entrevistados, orientação sobre gestão por 31,5% e acesso a financiamentos por 17,8%.

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