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Menino de 14 anos constrói robôs cantores e dançarinos após pai sofrer AVC

Toda a curiosidade e paixão pelo funcionamento da parte elétrica de equipamentos foi incentivada pelo pai, que trabalhava na manutenção de aparelhos odontológicos


Da redação
Publicado em 30/06/2021, às 10h52 - Atualizado às 14h17

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Luis Henrique em evento na Happy Code em Maringá, quando recebeu a notícia da Bolsa de Estudos da Happy Code. Menino de 14 anos constrói robôs cantantes e dançantes após pai sofrer AVC - Reprodução/Prefeitura de Maringá
Luis Henrique em evento na Happy Code em Maringá, quando recebeu a notícia da Bolsa de Estudos da Happy Code. Menino de 14 anos constrói robôs cantantes e dançantes após pai sofrer AVC - Reprodução/Prefeitura de Maringá


Desde pequeno, Luis Henrique Nogueira Faria, 14 anos, é fascinado por robótica. Além de não gostar dos brinquedos habituais, como bolas e carrinhos, os presentes que ganhava nos aniversários e datas comemorativas não duravam muito.

Tudo o que tinha controle remoto era desmontado, não só para que ele conhecesse o funcionamento das coisas, mas também para virarem seus primeiros protótipos de robôs.

Toda essa curiosidade e paixão pelo funcionamento da parte elétrica de equipamentos foi incentivada pelo pai, que trabalhava na manutenção de aparelhos odontológicos antes de sofrer um AVC em 2017, que acabou o deixando em uma cadeira de rodas e uma grande peregrinação por sessões de fisioterapia.



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A mãe, Vânia Aparecida Nogueira Faria, precisou largar a profissão de 20 anos como auxiliar de saúde bucal para se dedicar integralmente à saúde do marido.

Se por um lado, Luis Henrique não pode mais acompanhar o pai nos consertos, o período de convalescença em um hospital durante três meses foi o pontapé inicial para que o sonho de construir robôs saísse do papel.



Durante a longa internação de seu Luis Carlos o menino teve bastante tempo livre na casa de sua avó materna e não perdeu tempo, juntou os fios e outros objetos e deu início ao seu sonho.

Mesmo com poucos recursos financeiros, já que pai e mãe passaram a viver de uma pensão curta, Luis Henrique não desistiu. Aos poucos ele construiu três robôs, que desempenham diferentes funções, cantam, tocam violão e um que bate zabumba.

Luis aproveita seus conhecimentos musicais e de iluminação e proporciona um verdadeiro show para os curiosos em seu canal do Youtube. Todos os robôs funcionam com montagens que ninguém acredita que foram feitas por um garoto.



https://www.youtube.com/watch?v=Hz3fbbXWG_A

Vânia conta que ninguém o impede de sonhar e que ele corre atrás dos recursos para colocar seus sonhos em prática, mesmo com o orçamento contado. Um exemplo de sua determinação é ter se voluntariado a ajudar o tio no trabalho atuando como pintor e ajudante de pedreiro para levantar dinheiro e construir uma cabeça robótica para seu mais novo projeto.

Há mais ou menos um ano, Luis sentiu um misto de orgulho e admiração ao ver na TV um robô construído em Maringá, na cidade onde mora, ganhando destaque em todo o país.



Ele colocou na cabeça que precisava conhecer o Tinbot, primeiro robô brasileiro interativo que reúne Inteligência Artificial, Cognição e IoT, desenvolvido pela Tinbot Robótica, startup parte do Grupo DB1, e a empresa que o tinha construído.

Há poucas semanas, o sonho se tornou realidade e ele pode conhecer o Tinbot na nova sede do Grupo DB1, formado por um grupo de empresas de Maringá, onde conheceu a fábrica de robôs e ainda pôde ajudar a soldar uma peça do que virá a ser mais uma das inovações da empresa.

O sonho de Luis é cursar uma faculdade de mecatrônica para se capacitar em robótica e em desenvolvimento de software e aprimorar seus conhecimentos para seguir na carreira. Segundo ele, seu sonho é trabalhar da DB1.



E o sonho está prestes a se tornar realidade, já que a Happy Code, referência global no ensino de Programação, Maker e Robótica com presença em países como Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos, deu uma bolsa de estudos para que Luis inicie a sua jornada de aprendizado em dois cursos: desenvolvimento de software e robótica na unidade da escola em Maringá.

Luis Henrique em evento na Happy Code em Maringá, quando recebeu a notícia da Bolsa de Estudos da Happy Code. Menino de 14 anos constrói robôs cantantes e dançantes após pai sofrer AVC (Reprodução)

Otoniel Reis, Diretor da Happy Code, explicou: “é exatamente isso que a Happy Code quer fazer: ajudar as pessoas a mudarem o mundo. Convidamos o Luis para conhecer a nossa escola e contar sua história para todos os nossos colaboradores.

Depois que ele contou um pouco da história dele, passamos um vídeo gravado pelo nosso CEO especialmente para ele e contamos que ele ganhou uma bolsa de estudos na Happy Code para os cursos de programação e robótica. Ele recebeu também um certificado especial com os dizeres ‘Certificamos que o Luis é um menino capaz de mudar o mundo’”.   



E para fechar esse momento de felicidade da família do menino, o próprio Tinbot compareceu à Happy Code para revelar mais uma ótima notícia. É que a Tinbot Robótica convidou o Luis para uma experiência de mentoria em robótica com a equipe de criadores do Tinbot na nova sede totalmente tecnológica do Grupo DB1.

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