Médico é afastado após denúncia de importunação sexual em UPA de Ubatuba

Profissional teria tocado nas partes íntimas de paciente, que se queixava de dores abdominais, costas e pernas


Reginaldo Pupo
Publicado em 28/12/2025, às 15h25

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Caso ocorrido em Ubatuba levou a afastamento do médico - Reprodução
Caso ocorrido em Ubatuba levou a afastamento do médico - Reprodução


A Polícia Civil de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, abriu inquérito para investigar um médico, que realizava atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da praia de Maranduba, por suposta importunação sexual contra uma paciente que o denunciou. A investida teria acontecido na última sexta-feira (26). O profissional foi afastado preventivamente pela prefeitura.

A paciente teria procurado a UPA se queixando de dores abdominais, costas e pernas. Ela afirmou que durante a consulta, o médico teria tocado em suas partes íntimas, de forma inadequada. Contrariada, acionou a Polícia Militar que, ao comparecer à unidade de saúde, ouviu as partes.

O médico negou as acusações e informou aos policiais que o procedimento fazia parte dos exames físicos necessários para avaliação da paciente e que a conduta não era irregular. Mesmo após as explicações, ele e a denunciante foram encaminhados para a delegacia, onde um boletim de ocorrência foi registrado por importunação sexual. Após o depoimento, o médico foi liberado.



A reportagem não teve acesso ao boletim de ocorrência, por esse motivo, não foi possível identificar o médico e a paciente para ouvir suas versões. O espaço segue aberto em caso de manifestação.

Afastamento

A prefeitura de Ubatuba informou, por meio de nota, que tomou conhecimento da denúncia e que entre as providências tomadas pela Secretaria Municipal de Saúde, está o afastamento do profissional de suas atividades como medida preventiva, e instauração de processo interno de sindicância.



“O caso foi encaminhado às autoridades competentes e está sendo investigado pela Polícia Civil, que conduz os procedimentos legais necessários para a apuração dos fatos na esfera criminal”, disse a prefeitura na nota.

“A Administração Municipal reforça que não tolera qualquer forma de violência ou desrespeito, especialmente contra mulheres, e acompanha o caso com máximo de seriedade e responsabilidade. Ao mesmo tempo ressalta que a apuração ocorrerá de forma imparcial, garantindo-se o direito de ampla defesa ao contraditório, conforme a legislação”, concluiu a nota.



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