Pesquisa da Universidade Estadual de Ohio, divulgada na revista Environmental Research, reforça os benefícios da proximidade com o mar

Morar no litoral é um sonho bastante recorrente entre os brasileiros. E, desde a pandemia de covid-19 e a ascensão do trabalho remoto, muita gente tirou o sonho do papel e o trouxe para a vida real. Talvez esse movimento possa significar também maior expectativa de vida. É o que apontou um estudo americano.
A ciência já reconhecia que o estar à beira-mar oferece uma série de benefícios à saúde mental e emocional. O mar é reconhecido por aliviar sintomas de estresse e ansiedade e aumentar a sensação de relaxamento. O Sol e o ar mais limpo também são fatores que contribuem para uma saúde melhor em regiões litorâneas, além mais socialização e prática de atividades ao ar livre, que reforçam a vibe saudável do litoral.

Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, reforçou a ideia de que morar perto do mar traz muitos benefícios. Divulgada pela revista Environmental Research, a pesquisa examinou informações de mais de 66 mil distritos dos Estados Unidos e descobriu que pessoas que moram a até 48 quilômetros do litoral vivem, em média, um ano a mais do que a média nacional dos Estados Unidos, atualmente de 79 anos.
De acordo com o professor Jianyong “Jamie” Wu, principal autor da pesquisa, o aumento na expectativa de vida entre os que vivem próximo ao mar resulta da combinação de diversos fatores: ar mais limpo, clima agradável, acesso facilitado a opções de lazer e transporte, menor risco de secas e, em muitos casos, melhores condições socioeconômicas, com renda mais elevada.
Ainda de acordo com o estudo, esses elementos criam um ambiente que favorece hábitos saudáveis e reduz o estresse. Mas, há de se lembrar que a pesquisa reflete a realidade norte-americana, e que nem todas as áreas litorâneas podem oferecer o mesmo contexto.

Outro ponto que chama a atenção no estudo é que não é qualquer espaço com água que tem o poder de oferecer os mesmos benefícios. Moradores de regiões urbanas próximas a rios ou grandes lagos tendem a viver um pouco menos, com expectativa média de 78 anos. Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão a poluição, níveis mais altos de pobreza, falta de áreas seguras para a prática de exercícios físicos e riscos ambientais, como enchentes.