
O surgimento de casos de febre amarela em novas regiões motivou o governo federal a ampliar a imunização contra a doença. A campanha será realizada nos estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, sendo este último entre os dias 3 e 24 de fevereiro. Para esta etapa de imunização, foram selecionadas as regiões previstas de que o vírus chegue, como o litoral paulista. A decisão, aponta o ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi adotada conforme recomendação e autorização da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em São Paulo, o secretário de Saúde do estado, David Uip, informou que a imunização será ampliada para todo o estado e não há motivo para pânico. A proposta é aplicar a dose concentrada, com 0,5 ml, nas áreas de risco e fracionada, 0,1 ml, nas demais regiões. A dose padrão da vacina, afirma o ministério, protege uma pessoa por toda a vida, enquanto a dose fracionada protege por pelo menos oito anos.
Durante esta etapa da campanha, o estado de São Paulo deve aplicar a dose fracionada em 4,9 milhões de pessoas e a dose padrão em 1,4 milhão. O período da campanha, em 52 municípios de São Paulo, será de 3 a 24 de fevereiro, sendo os dias 3 e 24 (sábados) os dias D de mobilização.
A prefeitura de Santos revelou que, nesta semana, será realizada uma reunião entre técnicos das prefeituras da região com representantes do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE), a qual deve detalhar o funcionamento da nova campanha e o esquema de distribuição das doses aos municípios.
Enquanto não inicia a campanha, a imunização no litoral paulista continua a ser destinada somente para pessoas que viajarão a áreas endêmicas como as regiões Norte e Centro-Oeste e algumas partes do Nordeste, Sul e Sudeste, entre elas o interior de São Paulo.
Para tomar a vacina é necessário levar documento de identificação com foto e carteira de vacinação. O viajante precisa estar vacinado com no mínimo dez dias de antecedência da data da viagem. A dose não é recomendada para crianças com menos de 6 meses, pessoas com doenças que baixam a imunidade (lúpus, câncer, HIV e outras) ou com mais de 60 anos de idade, gestantes, mulheres que amamentam e alérgicos a gelatina e ovo. Para estes grupos, a vacina somente é aplicada quando há prescrição médica.
Em todo o estado de São Paulo foram confirmados 27 casos de febre amarela desde janeiro de 2017 e 12 mortes pela doença.