Ministro do Turismo vê os resorts integrados aos cassinos como solução para a crise financeira e desemprego

Não é de hoje que o Brasil enfrenta uma crise, com a pandemia do coronavírus (COVID-19) a situação se agravou ainda mais. Diante deste problema, Marcelo Álvaro Antônio, o atual ministro do Turismo, afirma que a discussão sobre o tema é essencial.
"Não é legalização de jogos, não é bingo, não é caça níquel, não é … são resorts integrados", falou o político com uma das reuniões do ministério.
Esse novo nicho de mercado pode trazer muitos investidores para o país, além de promover a geração de novas vagas de empregos e movimentação da economia. Outro ponto muito positivo é o aumento no turismo, que impactará todos os níveis deste setor.
O maior agravante contra a movimentação para a idealização dos resorts integrados, que podem contar com cassinos e outros comércios de alto padrão, é a bancada evangélica. Líderes, como Damares Alves, consideram a ideia uma anormalidade que vai contra os princípios religiosos. Esse sempre foi o maior impedimento para a continuidade dos jogos de azar, que tiveram sua proibição por objeção religiosa.
São décadas de luta para que a situação dos jogos de azar seja discutida, mas nunca a tramitação sai do papel e entra em votação. Para ajudar neste processo veio a calhar a parceria entre Ciro Nogueira, um dos principais defensores da ideia, e o presidente Jair Bolsonaro que deve acelerar a retomada ao assunto.
De acordo com os estudos do senador Ângelo Coronel, que torce para uma liberação geral, podem ser gerados mais de 700 mil empregos diretos, fora os milhões de indiretos, todos vindos desta liberação, sem contar o montante em arrecadação de impostos.
"Vamos mostrar à bancada evangélica que a liberação dos jogos pode ajudar a aliviar a fome de pessoas que vivem em estado famélico, em estado de miserabilidade. Não vejo como a bancada poderá ir de encontro a uma proposta que trará dinheiro a pessoas que não tem o que comer. Há uma corrente que defende apenas a liberação dos cassinos. Mas isso é uma ação que traria renda apenas no prazo de quatro ou cinco anos. E o Brasil precisa imediatamente de recursos. Por isso defendemos o acesso a outros jogos", falou ao jornal Gazeta do Povo.
Investidores de olho no Brasil
Diante de todos esses fatos, os investidores já estão angariando fundos para conseguirem uma fatia do mercado brasileiro. Os maiores cassinos online já pensam em estabelecer sede, afinal grande parte de seus usuários estão em solo nacional.
Os brasileiros fazem uso frequente das plataformas virtuais, por isso as grandes potências do setor devem instalar cassino no Brasil para suprir tal demanda. São milhares arrecadados durante as operações, que são revertidos em impostos para outros países.
Caso seja aprovado, o funcionamento das casas de jogos deve ser bastante benéfico, tendo em vista o êxito de países vizinhos e a margem de lucratividade vinda das jogatinas.