Itanhaém conta com a maior parte de áreas livres adequadas para o crescimento ordenado da Baixada Santista. Segundo um recente estudo divulgado pela Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), o município detém 4.9 mil hectares de áreas adequadas ou adequadas com restrições, conhecidas também como espaços vazios urbanos de interesse.
No total, a Baixada possui 12,2 mil hectares, o que representa 5,08% da região metropolitana. Praia Grande ficou em 2º lugar no levantamento, com 2,1 mil hectares, enquanto que Peruíbe figura no 3º posto, com 1,8 mil hectares.
Ordenada
Os chamados espaços vazios de interesse são essenciais para garantir o crescimento regional de forma ordenada, aproveitando a infraestrutura existente. Os dados demonstram a possibilidade de haver uma ocupação ordenada, utilizando esses espaços da área urbana que já contam com serviços públicos. No caso de Itanhaém, em 2 pontos da cidade pode ser comprovado o potencial de ocupação ordenada. No Jardim Oásis, que está recebendo investimentos do Poder Público visando a construção de casas populares. E o Guapurá, que está recebendo mais de mil unidades habitacionais do programa federal ‘Minha Casa Minha Vida’.
Frágeis
Conforme o estudo da Emplasa, a Baixada apresenta diversidade e complexidade de situações de risco, como inundação, deslizamento e erosão, que exigem tratamento específico por meio de ações integradas entre prefeituras, Estado e União. Há ocupação expressiva de áreas ambientalmente frágeis em 323 pontos da região, sendo que 80% deles estão em locais com possibilidades de enchentes.
Trajeto VLT
A maior parte desses vazios urbanos de interesse das cidades de São Vicente, Santos e Praia Grande está localizada nas imediações do trajeto previsto para o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o que de acordo com o estudo da Emplasa, facilitaria a construção de edifícios, bem como a locomoção dos habitantes.
Favelas
O estudo ainda mostrou a quantidade de moradores da Baixada que vivem em habitações irregulares, como favelas: 189.735. Cubatão e Guarujá têm, respectivamente, 46,4% e 36,7% da população vivendo nesses locais. Na 1ª cidade citada, a maior parte está concentrada nos bairros-cota, distribuídos ao longo da Serra do Mar.
O levantamento chamou a atenção também para o aumento do crescimento desordenado de Bertioga, onde 22,05% (6.138) das pessoas vivem em assentamentos precários.