Intervenção no Hospital de São Sebastião chega ao fim

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Publicado em 27/01/2017, às 09h53 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h48

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Foto: Marcos Bonello/PMSS

São Sebastião

Da redação

Integrantes da Irmandade da Santa Casa reuniram-se, na quinta-feira, 26, na prefeitura, para definir critérios para o futuro da gestão do Hospital de Clínicas de São Sebastião. O prefeito Felipe Augusto assinou portaria na qual institui uma Comissão Especial para Elaboração de Estudo para, no prazo de 90 dias, entregar proposta para finalizar a intervenção da prefeitura no hospital, vigente desde 2007.

Na quarta-feira, 25, prefeitura e provedoria do hospital assinaram um aditamento no convênio com o município, para que a administração continue cobrindo as despesas de funcionamento do hospital, já que o convênio estava vencido, e elevou de R$ 3 milhões para até R$ 4,5 milhões o repasse mensal para a cobertura dessas despesas.

Na reunião, além dos integrantes da atual administração, estiveram presentes os ex-prefeitos Décio Moreira Galvão, João Siqueira e Paulo Julião, todos membros da irmandade, e o atual provedor da Santa casa, Ubirajara Nascimento. No encontro, foram lembrados detalhes da época da intervenção no hospital, como explicou o ex-prefeito Décio Galvão: “A administração colocou uma empresa para cuidar do hospital no lugar de outra empresa, que havia sido colocada pela gestão ainda anterior. Depois veio a intervenção municipal, transformando o convênio em guarda-chuva (do atendimento)”.

Segundo o ex-prefeito João Siqueira, “em 2007, a intervenção já começou torta, errada. Emprestamos o nome e o CPF da Irmandade e, hoje, estamos com o nosso nome sujo no comércio. Sequer tomamos conhecimento oficialmente do último convênio assinado, e só tivemos acesso ao documento através de amigos”. O atual provedor Ubirajara Nascimento confirmou que não havia diálogo com a administração passada, pois “até o padre era proibido de entrar no hospital”.

O prefeito Felipe Augusto informou ainda que foi até Brasília resolver outra questão do hospital, que havia perdido a sua filantropia. No Ministério da Saúde, o chefe do Executivo informou que conseguiu a reabertura do processo, que já havia sido arquivado. Além disso, ele revelou ter herdado, só em contas de água e luz do hospital, um débito que chega a R$ 5 milhões.

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