LEÃO

Imposto de Renda 2026: quase 60% ainda não declararam

Receita Federal recebeu 18,3 milhões de envios até sábado (2); prazo termina em 29 de maio e multa pode chegar a 1% do imposto devido


Redação
Publicado em 03/05/2026, às 08h53

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Imposto de Renda 2026: quase 60% ainda não declararam
Foram enviadas mais de 18,3 milhões de declarações até às 17h27 do sábado (2) - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


A menos de um mês para o fim do prazo, quase 60% dos contribuintes ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025.

Dados da Receita Federal do Brasil apontam que, até às 17h27 do sábado (2), foram recebidas 18.380.905 declarações, o equivalente a 41,8% do total esperado.

Para este ano, a expectativa do Fisco é de 44 milhões de declarações. Historicamente, o volume de envios cresce nas semanas finais do prazo, que começou em 23 de março e segue até às 23h59min59s de 29 de maio.



Segundo a Receita, 70,3% dos contribuintes que já declararam terão direito à restituição, enquanto 16,9% precisarão pagar imposto. Outros 12,8% não têm valores a pagar nem a receber.

Forma de envio

A maior parte das declarações foi preenchida pelo programa de computador (73,7%). Já o envio on-line, com armazenamento na nuvem da Receita, representa 17,4%, enquanto 8,9% utilizaram o aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Outro destaque é o uso da declaração pré-preenchida, adotada por 60% dos contribuintes. Nesse modelo, o sistema disponibiliza dados já informados, que podem ser apenas confirmados ou corrigidos. A opção pelo desconto simplificado corresponde a 55,3% dos envios.



Estão obrigadas a declarar as pessoas físicas que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$35.584 em 2025, além de quem obteve receita bruta da atividade rural superior a R$177.920. Contribuintes que receberam até dois salários mínimos mensais estão dispensados, salvo em casos específicos previstos nas regras.

Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$165,74 ou de 1% sobre o imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Com informações da Agência Brasil



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