Novenas, tríduos, missa e quermesse marcam a celebração de Santo Amaro

Guarujá comemora nesta quarta-feira, 15, o Dia de Santo Amaro, padroeiro de cidade. Para celebrar a data a Paróquia Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro (avenida Puglisi, s/nº-Centro), iniciou no dia 6, com uma novena em louvor ao santo que segue até terça-feira, 14, sempre na missa das 19 horas. Até este domingo, 12, a partir das 20 horas, acontece a tradicional quermesse, com barracas de doces, salgados e música.
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No Dia do Padroeiro, a programação começa às 18h30, com procissão saída da Praça da Matriz, que percorrerá as ruas Washigton, Arthur da Costa Filho, avenida Leomil e avenida Puglisi. Em seguida, haverá missa campal celebrada pelo bispo diocesano, Dom Tarcísio Scaramussa e concelebrada pelo pároco padre Márcio Fernando de Castro e vigários, em frente à igreja. Após a celebração, acontece a quermesse.
Jardim Conceiçãozinha
A Capela Santo Amaro, localizada na rua Waldemar Tangary, 300, no Jardim Conceiçãozinha, também realiza uma programação especial. De domingo, 12, a terça-feira, 14, é realizado o Tríduo em louvor ao santo padroeiro, com missa a partir das 19 horas, seguida por quermesse.
Já na quarta-feira, 15, Dia do Padroeiro, às 17 horas, acontece o Terço dos Homens e, às 18 horas, procissão seguida de missa festiva.
Santo Amaro
O Dia de Santo Amaro foi instituído como feriado municipal em Guarujá, por meio da Lei Federal nº 605, de 5 de janeiro de 1949. Amaro, também conhecido como Mauro - nasceu em Roma, na Itália, no século VI. Entrou muito cedo para a vida religiosa e tornou-se beneditino aos 12 anos de idade. Foi apontado como um exemplo de virtude, obediência e abertura à ação do Espírito Santo.
O milagre mais famoso do Santo, o qual teria sido um dos grandes responsáveis pela sua canonização, conta que em certo dia, São Bento teria tido uma visão de um jovem se afogando em um pequeno rio. Bento, então, teria chamado Amaro e pedido a ele que tentasse salvar o garoto. O Santo focou de tal modo na realização desta tarefa que, sem notar, andou sobre as águas, salvando o menino.
Amaro foi enviado por São Bento à Gália para fundar um mosteiro. Ele o governou por um espaço de 40 anos, e lá faleceu aos 72 anos, vítima de uma peste que também levou muitos dos seus monges.
Em Guarujá, a primeira manifestação religiosa em louvor a Santo Amaro aconteceu em 1545, dois anos após o batismo da ilha, quando o comerciante português José Adorno mandou construir uma capela para o santo. Apesar de não haver qualquer vestígio desse templo, acredita-se que ele teria sido erguido na localidade hoje conhecida como Santa Cruz dos Navegantes.