Queda é atribuída ao tensionamento entre os poderes, após discurso de Bolsonaro nas manifestações de 7 de setembro
O Ibovespa (principal índice de desempenho das ações negociadas na B3 - Brasil, Bolsa, Balcão) já havia despencado mais 2,7% às 13h30 desta quarta, após o retorno do feriado de 7 de setembro, nas quais as grandes manifestações populares foram marcadas por duras falas do Presidente da República Jair Bolsonaro.
A queda é atribuída a um maior tensionamento entre os poderes, por ocasião das falas do mandatário nacional e também devido a um movimento de queda, que foi percebido em Wall Street nesta terça-feira.
Às 13h30, o Ibovespa caía 2,78%, a 114.588,88 pontos. O volume financeiro negociado já somava, a este horário, R$ 7,9 bilhões.
Milhões de pessoas sairam às ruas de diversas capitais do Brasil neste feriado de 7 de setembro em atos convocados pelo presidente Jair Bolsonaro.
Entre as diversas reinvindicações presentes nos atos de manifestação neste feriado da independência, tiveram destaque críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ponto central dos discursos de Bolsonaro, tanto em Brasília quanto em São Paulo.
Partidos políticos criticaram as declarações de Bolsonaro e alguns anunciaram que estão avaliando o protocolo de um eventual processo de impeachment contra o presidente.
Especialistas do mercado financeiro avaliam que as consequências do discurso de Bolsonaro dificultam a tramitação de pautas reformistas, que interessam ao mercado como as reformas tributária e administrativa e precatórios.
Papéis brasileiros negociados nas bolsas americanas, com destaque para a Vale, também sofrem perdas.
O destaque positivo no Ibovespa vai para as ações da Localiza e Unidas, que apresentam desempenho positivo acima dos 8,8% e 8,5% após a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar a fusão das duas empresas.
Ações dos bancos Itaú e Bradesco mostrava queda de 2,3 e 3,4%. Ações que estão no setor financeiro, B3 ON caíam 4,4%.