Obra recebeu novas salas, revestimento nas fachadas e mudança de entrada para ampliar as condições de acessibilidade do equipamento

As obras do primeiro hospital veterinário municipal de Santos, no bairro Bom Retiro, na Zona Noroeste, chegaram a 90% de conclusão. A atualização foi divulgada pela prefeitura na segunda-feira (25), quatro meses depois de o município informar que os trabalhos estavam com 85% de execução.
A construção está na fase final de acabamentos e instalações que ainda precisam ser concluídas antes da entrega do edifício à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam).
A previsão da administração municipal é entregar o prédio à pasta em setembro, para a implantação dos equipamentos necessários à futura inauguração. Paralelamente à conclusão da estrutura física, a prefeitura informa que está definindo o modelo de gestão do futuro hospital.
Nesta etapa, as equipes trabalham nos acabamentos finais do prédio, além da instalação de gradis e rampas de acessibilidade. Ainda estão previstas a instalação da caixa d'água, das medidas de prevenção e combate a incêndio, de bancadas e da comunicação visual.
Depois da conclusão da obra civil, o prédio será entregue à Semam para a implantação dos equipamentos que serão utilizados no funcionamento do hospital.
Durante a execução, o projeto do hospital veterinário passou por adequações que estenderam o prazo de conclusão da obra. Entre as alterações está a inclusão de novas salas que não faziam parte do projeto inicial. Também foi necessário compatibilizar a planilha da obra com adequações nos sistemas de elétrica, hidráulica, lógica, telefonia e AVCB.
O projeto ainda recebeu revestimento nas fachadas. Outra mudança ocorreu na entrada do hospital, que foi transferida da rua Amadeo Barbiellini para a rua João Fraccaroli. Segundo a prefeitura, a alteração teve como objetivo oferecer condições adequadas de acessibilidade.
O investimento previsto para a execução do projeto é de R$4,7 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Município (Fundurb).
O hospital tem dois pavimentos e 1.200 metros quadrados. A unidade foi planejada para ampliar o atendimento gratuito a cães e gatos, serviço que atualmente é oferecido pela Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), ligada à Semam.
Quando a obra estava com 85% de execução, em abril, a prefeitura informou que o novo equipamento teria capacidade para aproximadamente 100 atendimentos por dia. A Codevida, naquele momento, tinha capacidade para atender cerca de 70 animais diariamente.
A estrutura do hospital foi planejada para concentrar diferentes serviços e espaços destinados ao atendimento veterinário. No térreo, ficarão consultórios, sala de espera, recepção, triagem, emergência e ultrassom, além de salas de fluxomedicação e curativo.
O pavimento também terá centro cirúrgico, com sala cirúrgica e antecâmara, além de espaços para preparo, indução e anestesia e recuperação dos animais. Também estão previstos no térreo farmácia, sala de raio-X, isolamento, necropsia, câmara fria, banco de ração, estoque e áreas para resíduos.
O espaço contará ainda com quatro banheiros, inclusive para pessoas com deficiência (PcD), e estacionamento para três veículos de atendimento. No primeiro pavimento, ficarão áreas de estoque, copa, guarda de medicamentos, lavatório, sala de reuniões e conferências, sala administrativa, espaço de conforto para os funcionários e quatro banheiros, dois destinados a pessoas com deficiência.
Além da obra física, a administração municipal trabalha na definição de como o futuro hospital veterinário será administrado. Em abril, a prefeitura informou que a Semam tinha como meta colocar o equipamento em funcionamento em 2027, e que os técnicos da pasta estudavam modelos de gestão utilizados em outros hospitais de São Paulo e do ABC.
A atualização divulgada em agosto informa que a definição do modelo de gestão continua em andamento, paralelamente à fase final da construção. Com 90% dos serviços concluídos, o próximo passo da obra é finalizar os serviços civis restantes e entregar o prédio à Semam em setembro. A partir disso, serão implantados os equipamentos necessários para a futura inauguração do hospital veterinário municipal.