
O Hospital Municipal Luis Camargo da Fonseca e Silva será reaberto com, no mínimo, 50 leitos para maternidade e unidade de terapia intensiva (UTI). O anúncio foi feito pelo prefeito de Cubatão Ademário Oliveira, na quinta-feira, 3, quando autorizou a abertura de licitação para a escolha da entidade sem fins lucrativos que gerenciará o complexo hospitalar, previsto para ser reaberto em outubro.
O prefeito destacou que, desde o início de sua administração, focou a saúde como prioridade, e comentou a superação de desafios no setor até então: "Encontramos muitas mazelas a serem corrigidas. Estamos subindo um degrau de cada vez. E hoje subimos o degrau mais importante nesses sete meses de governo".
A secretária municipal de Saúde Sandra Furquim explicou que a reativação dos serviços será realizada por etapas, até o hospital atender em sua capacidade integral de 250 leitos. A inclusão do prédio do teatro ao complexo hospitalar, informou a secretária, possibilitará a implantação de serviços de alta complexidade, tais como tratamento em câmara hiperbárica, hemodiálise e terapia de ponta para pacientes de oncologia.
Sandra Furquim pontuou que a concorrência pública não utilizará como critério de seleção apenas o melhor valor de investimento, e que a comissão de licitação avaliará a experiência da entidade. O processo tem prazo de 45 dias.
As entidades interessadas terão de oferecer a proposta de investimento mínimo de R$ 6 milhões para adequação sanitária do prédio hospitalar e compra ou manutenção de equipamentos e mobiliários. Para a adaptação do anexo (teatro) está previsto o aporte de mais R$ 1,5 milhão. A prefeitura revelou que a entidade vencedora poderá oferecer atendimento particular e explorar atividades custeadas por convênios médicos, contanto que respeite a proporção de, no mínimo, 60% do serviço médico destinados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Além do faturamento gerado pelo serviço público, com recursos do Ministério da Saúde, haverá o investimento mensal de até R$ 2 milhões por parte dos cofres públicos municipais pelo prazo máximo de 24 meses.
Prazo
Técnicos da prefeitura estimam que, até o final de setembro, o processo estará concluído e o contrato assinado com a vencedora da licitação. Dessa forma, mesmo que parcialmente, o hospital municipal deve reabrir as portas em outubro. A alteração do cronograma inicial ocorreu em razão da destinação do prédio inacabado do teatro, na esquina das avenidas Henry Borden e Nove de Abril, à criação do anexo. A inclusão do prédio necessitou de autorização da Câmara e da promoção de audiências públicas para aprovar a alteração de sua destinação inicial.
O complexo contará ainda com faculdade de medicina gerenciada por uma das maiores organizações educacionais do país, o grupo Anima Educação.
Cubatão Da redação
Foto: Divulgação