CLÁSSICOS DAS HQs

Homem-Aranha e Turma da Mônica ajudam a preservar tesouros dos quadrinhos em Santos

Parceria entre Gibiteca e Museu do Café recuperou exemplares que atravessaram gerações e, agora, ganham mais tempo de vida

Quadrinhos do Cebolinha e do Homem-Aranha
Edições históricas de personagens e publicações dos quadrinhos receberam cuidados de conservação - Henrique Teixeira/Prefeitura de Santos


Histórias que atravessaram décadas ganharam uma nova chance de continuar sendo contadas em Santos, litoral de São Paulo. Uma parceria entre a Gibiteca Municipal e o Museu do Café possibilitou reparos e ações de conservação de 26 gibis históricos do acervo do espaço cultural.

Entre as publicações cuidadas estão exemplares que ajudam a contar a própria evolução dos quadrinhos no Brasil e no mundo. O conjunto inclui a primeira edição da Turma da Mônica, de 1970, a edição número um do Homem-Aranha, de 1972, além do Almanaque Tico Tico, de 1936, e uma adaptação em quadrinhos de O Guarany, publicada em 1937.

Os exemplares têm entre 53 e 90 anos e fazem parte de um acervo que preserva diferentes momentos da existência das histórias em quadrinhos. Com os reparos, as publicações poderão continuar disponíveis para consulta e pesquisa do público.



Por que esses gibis são importantes?

Os exemplares funcionam como registros de diferentes épocas, o que permite observar transformações nas narrativas, nos personagens e até nos hábitos culturais de gerações que cresceram acompanhando os quadrinhos.

O desafio está também no próprio material utilizado nas publicações. Os gibis históricos foram produzidos em papel-jornal, suporte delicado e suscetível à deterioração com o passar dos anos.

Elis Granado, bibliotecária do Museu do Café disse: “Todos os exemplares foram feitos de um material muito delicado, o papel-jornal. É muito elogiável o esforço da Gibiteca para manter esse material bem preservado, e é uma alegria fazer parte desse processo”.



A parceria permitiu que os exemplares recebessem cuidados específicos para preservar sua integridade e ampliar a vida útil das publicações. Para a responsável pela Gibiteca, Naraina Mamede, cada uma dessas histórias representa uma ligação entre diferentes gerações.

Cada gibi preservado é uma pequena cápsula do tempo. São publicações que passaram pelas mãos de diferentes gerações e que agora poderão continuar contando suas histórias”.

De Tico Tico ao Homem-Aranha

O conjunto preservado reúne publicações de períodos distintos. O exemplar mais antigo é o Almanaque Tico Tico, de 1936, uma publicação ligada à história dos quadrinhos no país.

Também está entre os materiais uma adaptação em quadrinhos de O Guarany, de 1937, mostrando como a linguagem dos quadrinhos também foi utilizada para aproximar obras literárias do público.



Décadas depois, o acervo ganhou personagens que se tornariam conhecidos por sucessivas gerações. É o caso da edição número 1 da Turma da Mônica, de 1970, e da primeira edição do Homem-Aranha, de 1972.

A presença desses títulos no mesmo conjunto permite acompanhar diferentes momentos da cultura dos quadrinhos e observar como personagens, estilos e formas de contar histórias mudaram ao longo do tempo.

Acervo tem mais de 40 mil publicações

A conservação dos 26 exemplares integra o trabalho permanente da Gibiteca Municipal de Santos, espaço dedicado à preservação e à difusão da cultura dos quadrinhos.



Localizada no Posto 5, na orla da praia do Boqueirão, a Gibiteca mantém um acervo com mais de 40 mil publicações de diferentes períodos e estilos. O espaço recebe visitantes interessados tanto em personagens conhecidos quanto em materiais que ajudam a compreender a trajetória dos quadrinhos.

A Gibiteca funciona de segunda a sábado, das 9h às 19h, e aos domingos, das 9h às 13h.

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