Guarda-vidas de verão irão para as praias em 1° de dezembro

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Publicado em 01/11/2017, às 09h51 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h13

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A turma de 20 guarda-vidas temporários que atuarão nas praias de Bertioga na próxima temporada recebeu certificados de conclusão do curso ministrado pelo GBMar

Nesta quarta-feira, 1° de novembro, os 20 guarda-vidas temporários que atuarão nas praias de Bertioga, de 1° de dezembro de 2017 a 14 de fevereiro de 2018, receberam certificados do curso preparatório ministrado pelo Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBmar).

Realizada no auditório do Fundo Social de Solidariedade, a cerimônia teve a participação de Taciano Goulart, Secretário de Segurança e Cidadania, e dos vereadores Eduardo Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal, e Valéria Bento, além de oficiais dos bombeiros.

Responsáveis pelo curso de três semanas em que os guarda-vidas, selecionados por meio de provas teóricas e práticas, aprenderam a reconhecer as condições do mar e técnicas de salvamento, entre outras habilidades, os cabos Marcelo dos Santos e Júlio César Valente foram efusivamente saudados pelos formandos.

O major Ricardo Pellicioni, coordenador de operações do GBmar no litoral do estado de São Paulo,  diz que a meta em Bertioga é manter o índice de zero afogamentos durante o verão alcançado na temporada passada: "Os guarda-vidas temporários são essenciais para isso, pois permitem o aumento do nosso efetivo, que é  necessário pelo acréscimo de pessoas que vão às praias na temporada".

Não entrar na água após comer ou beber em demasia é a principal recomendação dos bombeiros para segurança dos banhistas, além de observar placas indicativas de locais perigosos e atender às orientações dos guarda-vidas. "Não tem praia mais ou menos perigosa. O que existe é comportamento inadequados dos banhistas", afirma Pellicioni.

Ele enfatiza a necessidade de cuidado com objetos flutuantes: "É cada vez maior o número de pessoas que levam colchões infláveis para o mar, com a falsa sensação de que estão seguras sobre eles. Não estão. De repente vem uma onda e vira o colchão, que vai para um lado, as pessoas vão para o outro, e isso pode acabar em afogamento".

Os guarda-vidas também ajudam a evitar o drama corriqueiro de crianças perdidas na praia, com a distribuição de pulseiras de identificação, para anotação do nome da criança e do nome e telefone celular do responsável. "Mas o principal é que os adultos fiquem de olho nas crianças, e não que as crianças fiquem atentas aos pais", recomenda Pellicioni em tom bem humorado.

No cômputo geral, o índice de afogamentos nas praias paulistas durante o verão vem caindo. Eram 400 em 1986, quando foram iniciadas as estatísticas dos bombeiros, e atualmente estão na faixa de 100 ocorrências. "Ainda é um número grande, embora estejamos falando de 20 milhões de pessoas em 650 quilômetros de praias no estado de São Paulo. Por isso, a cada ano, desenvolvemos novos treinamentos e trazemos novas tecnologias visando diminuir esse índice", conclui o major do GBmar.

Estela Craveiro

Foto: Renata de Brito/PMB

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