Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que novo sistema automático dispensará o preenchimento manual feito pelos contribuintes do país

Em entrevista à rádio CBN, nesta segunda-feira (1º), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, em dois ou três anos, os contribuintes brasileiros não precisarão mais fazer a declaração do Imposto de Renda.
A mudança ocorrerá por meio da automação de procedimentos do governo federal. Em março, Durigan sinalizou essa possibilidade após solicitar à Receita Federal a criação de um sistema automatizado capaz de reunir informações financeiras dos brasileiros. A medida dispensará o preenchimento manual do documento.
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Não é possível que, com todo mundo já tendo declarado no dia a dia suas obrigações para a Receita, nós ainda vamos obrigar o contribuinte a parar, gastar tempo útil da sua vida – seja de trabalho, seja de descanso – para prestar informações que, muitas vezes, a gente já tem", afirmou o ministro.
Durigan acrescentou o desejo de aliviar a rotina da população. "No ano que vem, eu quero aumentar essa desobrigação; esse alívio para as pessoas. Espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem [a necessidade de fazer a] declaração de Imposto de Renda", disse.
A proposta enviada à Receita Federal prevê a integração de dados disponíveis em bases oficiais e privadas, como informações bancárias, registros de empresas e de planos de saúde. Com isso, o contribuinte apenas revisará e validará os dados apresentados pelo sistema.
O modelo funcionará como uma evolução da declaração pré-preenchida, já ampliada recentemente. Segundo estimativas do Fisco, o formato atual deve alcançar cerca de 60% dos contribuintes.
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“Como a gente tem um país informatizado, essas informações vão sendo colocadas no sistema, e a pessoa precisa validar simplesmente”, explicou Durigan em março.
Atualmente, a declaração pré-preenchida reúne dados como rendimentos, bens, investimentos e deduções. Ainda assim, a Receita Federal orienta os contribuintes a conferirem as informações, já que os dados são fornecidos por terceiros.
A proposta do governo federal é ampliar o modelo gradualmente até extinguir a necessidade do envio manual.
* Com informações da Agência Brasil