Governo investirá R$ 23 milhões no combate ao Zika

Costa Norte
Publicado em 28/11/2016, às 13h57 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h40

FacebookTwitterWhatsApp
Costa Norte
Costa Norte

Foto: Reprodução/Internet

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai receber R$ 23 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aplicar as ações estratégicas no combate à Zika, dengue e chikungunya. A Fiocruz é vinculada ao Ministério da Saúde. A participação do BNDES viabiliza a imediata realização de diversos projetos, antecipando resultados para a saúde pública e evitando maiores prejuízos à população, principalmente àquela em situação de maior vulnerabilidade social.

Entre os projetos previstos estão ações que visam o desenvolvimento de novos testes rápidos de diagnósticos, com características diferentes daqueles já disponíveis no mercado. Outra categoria que receberá recursos é a de testes sorológicos, que se baseiam na reação do organismo à presença dos vírus e podem ser utilizados muito tempo após a transmissão dos vírus pelos mosquitos. Essa categoria de testes é importante para pacientes assintomáticos, possibilitando aferir se já foram infectados anteriormente.

Complementam as ações que serão beneficiadas dois projetos de controle de vetores. A primeira delas busca a avaliação em larga escala do uso da bactéria Wolbachia no Aedes aegypti para interromper o ciclo de transmissão – não só da dengue, mas também da zika e da chikungunya. A metodologia foi desenvolvida na Austrália e ainda conta com etapas a serem realizadas no Brasil, que visam avaliar sua eficácia em áreas mais extensas e de maior densidade demográfica.

O segundo projeto de controle de vetores, que receberá apoio, é a tecnologia desenvolvida pela Fiocruz que utiliza o próprio mosquito como veículo dispersor de larvicida. O método inovador visa solucionar o problema de dificuldade de acesso aos criadouros dos insetos, locais não tratáveis pelos meios de controle tradicionais. O larvicida aplicado é o mesmo utilizado em ações já consolidadas de captura e monitoramento do mosquito Aedes, transmissor das três doenças.

Zika

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2016, até meados de setembro, foram registrados 200.465 casos prováveis de febre pelo vírus zika no país, tendo sido confirmados 109.596 casos, cuja primeira transmissão no país foi registrada em abril de 2015. Os diversos casos de zika associados à microcefalia no Brasil levaram á declaração de estado de Emergência em Saúde Pública.

Comentários

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!