GOVERNO DO RIO

Governo do Rio identifica funcionários fantasmas em secretarias

Auditoria da CGE aponta que as Secretarias de Trabalho, de Esporte e de Turismo concentram os maiores percentuais de cargos com suspeitas de irregularidades


Redação
Publicado em 03/07/2026, às 10h25

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Foto fachada ALERJ
Governo fluminense cruza dados de acesso e sistemas eletrônicos para identificar irregularidades - Divulgação/ALERJ


Uma auditoria feita pelo governo interino do Rio de Janeiro identificou indícios da existência de funcionários fantasmas em todos os órgãos públicos estaduais já analisados. O levantamento, conduzido pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), faz parte de um pente-fino na estrutura administrativa iniciado após a mudança de governo e aponta possíveis irregularidades em cargos comissionados. 

Segundo a apuração, 20 dos 78 órgãos estaduais já passaram pela auditoria, que cruzou dados de acesso a prédios públicos, registros em sistemas eletrônicos e outras informações funcionais.

Em algumas secretarias, mais da metade dos ocupantes de cargos de confiança apresentou indícios de não exercer efetivamente as funções para as quais foi nomeada. Os maiores percentuais foram registrados nas pastas de Trabalho e Renda (78%); Esporte e Lazer (75%); e Turismo (73%). 



As investigações também identificaram servidores que, embora nomeados em diferentes órgãos, não apresentavam registros compatíveis com o desempenho das atividades. Os casos estão sendo analisados individualmente, e os envolvidos poderão apresentar justificativas antes da conclusão dos procedimentos administrativos.

Até o momento, mais de 4 mil cargos comissionados já foram extintos ou tiveram seus ocupantes exonerados, e a estimativa do governo é de que esse número possa chegar a 6 mil.

De acordo com o governo estadual, a auditoria continuará nos demais órgãos da administração e poderá resultar em novas exonerações e encaminhamentos aos órgãos de controle. Além da análise de pessoal, a gestão também determinou a revisão de contratos de alto valor e de processos de contratação sem licitação, como parte das medidas para reforçar a fiscalização dos gastos públicos.



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