Denúncia

Gleivison denuncia prefeitura de São Sebastião por suposto superfaturamento no kit merenda

De acordo com o vereador, só na suspeita de superfaturamento do achocolatado e do óleo, o valor pago a mais pela prefeitura chega a cerca de R$ 110 mil

Claudio Rodrigues
Publicado em 10/08/2020, às 07h44 - Atualizado em 24/08/2020, às 08h32

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Divulgação/Reprodução Internet
Divulgação/Reprodução Internet

Uma denúncia de superfaturamento nos produtos do kit merenda entregue aos moradores de São Sebastião, pela prefeitura de São Sebastião, durante a pandemia de covid-19, foi apresentada ao Ministério Público, dia 7, pelo vereador professor Gleivison Gaspar (MDB). O parlamentar afirmou que fez algumas pesquisas de preços em três mercados da cidade, comparou com os valores pagos pela atual administração e encontrou diferenças relevantes.

Segundo o vereador, somente no leite em pó o superfaturamento teria sido de cerca de R$ 70 mil, considerando o total de kits distribuídos em um mês. “A pandemia de São Sebastião é a corrupção, e para essa tão cedo não vai ter vacina”, comentou Gleivison. Ele ainda advertiu os servidores que participaram do processo da compra: “Tem o que faz vistas grossas, outro que mete o carimbo, o que finge que faz várias cotações. A hora que um abrir a boca sobra pra todo mundo”. Há inúmeras notas fiscais anexadas ao processo.

Em outro caso, um achocolatado, de marca pouco conhecida, foi adquirido pelo valor de R$ 5,17, em uma unidade de 200 gramas. Na pesquisa do vereador professor Gleivison, é possível encontrar o mesmo produto com marcas conhecidas no mercado, como Nescau e Toddy, no valor médio de R$ 5,79, na unidade de 400 gramas. Conforme a denúncia, os preços seriam superiores também com relação a compra de óleo. A prefeitura pagou R$ 6,76 em uma unidade, enquanto nos supermercados de São Sebastião o preço médio é de R$ 4,19 a R$ 4,29.

De acordo com o vereador, só na suspeita de superfaturamento do achocolatado e do óleo, o valor pago a mais pela prefeitura chega a cerca de R$ 110 mil. “Isso me deixa muito triste. É dinheiro superfaturado com comida. Isso é inadmissível. Essa cesta vai para famílias mais carentes. Não vai ficar barato. Vamos denunciar ao MP e se for preciso vamos às outras esferas”, disse Gleivison.

A reportagem  procurou a prefeitura de São Sebastião para um posicionamento oficial, mas não obteve resposta até esta publicação.

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