Gestão da Cadeia Velha será compartilhada

Costa Norte
Publicado em 12/01/2017, às 09h29 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h45

FacebookTwitterWhatsApp
Costa Norte
Costa Norte

Foto: Divulgação/AGem

Santos

Da redação A gestão da Cadeia Velha de Santos será compartilhada entre o Projeto Guri, programa de formação musical gratuita mantido pela Secretaria de Estado da Cultura, e a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), vinculada à Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos do Estado,que transferirá sua sede para o local, com a proposta de articular iniciativas culturais em toda a região.

O Projeto Guri disponibiliza, atualmente, em Santos, 300 vagas para cursos de percussão, violão, iniciação musical, violino, viola, violoncelo, contrabaixo acústico e coral juvenil. A presença na região central da cidade, perto da rodoviária, aumenta o potencial do programa de receber também estudantes de outras cidades da região. Além disso, no entorno da Cadeia Velha existem comunidades em situação de vulnerabilidade, o que acentua o papel de inclusão social do programa.

Já a Agem, órgão responsável pela integração e planejamento de políticas públicas de interesse comum aos nove municípios da região, pretende intensificar as ações culturais regionais. Um assessor será designado para coordenar uma agenda de atividades no prédio, em diálogo com a classe artística da Baixada Santista, que terá interlocução por meio da Câmara Temática de Cultura do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista).

O anúncio foi feito na manhã de quarta-feira, 11, pelo secretário estadual da Cultura José Roberto Sadek e pelo subsecretário de Assuntos Metropolitanos Edmur Mesquita, durante entrevista coletiva à imprensa, realizada em um dos salões da Cadeia Velha. A ideia é que a Agem instale-se no primeiro andar da Cadeia e o Projeto Guri, no térreo. Uma sala do térreo será de múltiplo uso, para abrigar a programação cultural, outra será dedicada a exposições sobre o valor da Cadeia Velha como patrimônio histórico e à memória da escritora Patrícia Galvão, a Pagu. Será avaliada, ainda, a utilização de salas por movimentos artísticos da região (teatro, circo, dança etc.), desde que não haja prejuízo às atividades do Guri, como frisou o secretário Sadek.

Edmur Mesquita destacou que a gestão compartilhada do espaço foi a solução para garantir a reabertura da Cadeia. “Em razão da grave crise que todo o país enfrenta – e com o nosso estado não é diferente -, a Secretaria de Cultura não tem como manter, sozinha, o prédio. Ao mesmo tempo, a Agência Metropolitana deixará de arcar com um gasto da ordem de R$ 31 mil com aluguel e condomínio das salas que ocupa, atualmente. Então, com essa parceria, nós retomamos a função cultural do espaço, nos adequando, é claro, ao momento econômico. Além disso, a Agem, que executa um trabalho importante no planejamento e no debate de políticas públicas de segurança, do transporte metropolitano, da destinação final do lixo, entre outros, vai incorporar, também, o debate e a reflexão sobre as questões culturais, dentro desse espírito de integração da região metropolitana, formulando propostas, juntamente com o movimento cultural”.

O Projeto Guri  é hoje o maior projeto de inclusão sociocultural do Brasil, atendendo a cerca de 50 mil crianças e jovens, dos 6 aos 18 anos, com aulas gratuitas de iniciação musical. O Guri é também o projeto mais abrangente da Secretaria da Cultura do Estado, presente em 291 municípios paulistas, com 384 polos de ensino. O polo de Santos atualmente funciona no sambódromo, na Zona Noroeste. Com a transferência para a Cadeia Velha, no centro e ao lado da rodoviária,  facilita-se o acesso de estudantes de outras cidades da Baixada Santista. Além disso, por causa do uso do sambódromo durante o Carnaval, o polo de Santos era o único de São Paulo a ter as aulas iniciadas apenas em março. Agora, o calendário poderá ser regulado com o do restante do programa.

Comentários

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!