GBMar orienta sobre riscos no mar

Costa Norte
Publicado em 16/09/2016, às 16h22 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h31

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Foto JCN 

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Da redação

Um surfista da cidade de Osasco, de 25 anos, morreu afogado no sábado, dia 10, enquanto lutava contra a correnteza na Prainha Branca, em Guarujá. De acordo com o apurado, ele não sabia nadar. A morte do rapaz levantou uma série de questões com relação à conscientização de interessados em iniciar na prática do surfe e demais banhistas.

O tenente-comandante de Porto do Grupo de Bombeiros Marítimos (GBMar), Ricardo Fernandes de Barros Júnior, ressaltou que é necessário que todos os banhistas respeitem os guarda-vidas, que sempre indicam os locais de riscos presentes na praia. Para ele, o que torna a praia perigosa é o comportamento do banhista. “Muitas vezes, o banhista extrapola diante da falsa sensação de segurança com o uso de flutuantes”. Com relação à morte do surfista, o tenente Ricardo afirmou que, com a prancha, ele acreditou que conseguiria ultrapassar os limites impostos pelo bombeiro.

O tenente do GBMar esclareceu que a principal dica é de sempre respeitar as sinalizações do guarda-vidas. “Sempre se aproximar e perguntar a ele qual é o melhor local para entrar no mar”. No caso de surfistas, a imagem que se passa é de que ele já sabe nadar e conhece o mar. “O surfe exige uma capacidade natatória da pessoa um pouco superior à normal. O surfista vai ter que conhecer o mar, para poder praticar o esporte”. Outra orientação é de que os surfistas sempre verifiquem, por exemplo, a previsão do tempo e das ondas. Para as pessoas que nem sabem nadar, a dica é de que não façam uso de prancha. “Uma pessoa que chega com uma prancha, passa para o guarda-vidas que ela sabe nadar. São várias pessoas que os guarda-vidas têm que se preocupar e eles acabam deixando-as em segundo plano”.

Dicas de quem pratica

Lídio Marques Alves Duarte, surfista há 22 anos, orienta os iniciantes para que procurem ajuda dos veteranos, que já conhecem o esporte. Para quem deseja praticar, segundo ele, é necessário o básico: saber nadar. “A prancha não é um bombeiro, não é a segurança total”. Outra dica do surfista é de sempre permanecer ao lado de outras pessoas, não somente na questão de não saber nadar, mas porque pode haver desmaios ou outros problemas. “Quem está começando deve procurar por dias melhores e por ondas menores para praticar”.

Mortes por afogamentos

Somente em 2016, Guarujá registrou, até o momento, 15 mortes por afogamento; outras 783 pessoas foram salvas. No ano passado, o número foi de 11 óbitos e 1.181 salvamentos. No ano de 2015, em Bertioga, foram registrados 153 salvamentos e nove mortes. Já neste ano, até o momento, foram dois óbitos e 119 salvamentos.

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