PARALISAÇÃO

Funcionários da Prodesan entram em estado de greve em Santos

Greve deve atingir mercados municipal e de peixes e quatro unidades de saúde

Da redação
Publicado em 09/09/2020, às 14h06 - Atualizado às 14h09

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Divulgação
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Os 1.200 funcionário da empresa de economia mista Prodesan (progresso e desenvolvimento de Santos), controlada pela prefeitura, entraram em 'estado de greve'. A medida foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos) de Santos e região, que representa os trabalhadores da Prodesan.

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Com a paralisação, as três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) de Santos e as 30 policlínicas da cidade e sua área continental poderão ficar sem serviço de limpeza, ainda neste mês de setembro. 

Comm data-base em maio, a categoria está em campanha salarial desde março, quando o sindicato enviou as reivindicações à empresa, depois de aprovadas em assembleia no mês anterior.

O presidente do Sintracomos, Marcos Braz de Oliveira ‘Macaé’, afirmou que, até agora, a Prodesan chamou apenas duas negociações, quando anunciou a impossibilidade de reajustar os salários na data-base.

MERCADOS MUNICIPAIS

A paralisação deverá atingir também o mercado de peixes recém-inaugurado na Ponta da Praia, caso a empresa não concorde em reajustar os salários e benefícios em 2,46%. Segundo Macaé, esse é o percentual da inflação acumulada entre maio de 2019 e maio de 2020. “É o mínimo que podemos aceitar”, diz o sindicalista. “Menos que isso é perversidade”.

O mercado municipal e quatro hospitais públicos também poderão ser atingidos pelo movimento. O jurídico do Sintracomos protocolará dissídio coletivo econômico no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Dois ambulatórios de especialidades deverão ficar sem limpeza e higienização. Segundo Macaé, tudo poderá ser evitado com um aumento na folha de apenas R$ 80 mil mensais. Esse é o valor estimado a mais, na folha, caso a empresa aplique o reajuste de 2,46%. "O valor é facilmente coberto pelos contratos fechados recentemente com os dois mercados".

O presidente do Sintracomos também disse que já encerrou os acordos coletivos de trabalho deste ano com todos os segmentos empregadores da categoria, como polo industrial e construção civil. Ele destaca que, com a Codesavi, similar da Prodesan em São Vicente, fechou em 4,48%, na data-base de fevereiro. “Isso é uma vergonha para Santos”, finaliza.
“Se a empresa está tentando usar o momento de dificuldade por causa da pandemia do novo coronavírus, sem acreditar na mobilização do sindicato, vai se dar mal”, diz Macaé.


“A assembleia foi grande, bem representativa, e o sindicato vai encarar a luta do trabalhador contra a covardia da empresa de não reajustar o salário, independente de covid ou não”, finalizou o sindicalista.


Segundo o sindicato, a assembleia obedeceu a todos os protocolos das autoridades sanitárias e de saúde para a prevenção da covid-19, com máscaras, álcool em gel, medição de temperatura e distanciamento entre as pessoas.

PREFEITURA

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura de Santos informou que a presidência da Prodesan atendeu o sindicato em uma reunião, onde foi explicado à entidade a impossibilidade de atender o pleito de reajuste salarial neste momento, devido ao estado de calamidade pública do município, em razão da pandemia de covid-19. 

A Prodesan - empresa de economia mista, cujo principal acionista e cliente é a prefeitura de Santos - destaca que mantém em dia o pagamento de todos os salários e que, até o momento, não foi oficializada sobre a intenção ou realização de greve de seus funcionários.

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