UNESCO

Forte São João pode se tornar patrimônio mundial

Patrimônio histórico nacional de Bertioga representa e conta a história de um território inteiro, na avaliação do Iphan


Estela Craveiro
Publicado em 19/06/2018, às 12h24 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h58

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Forte São João - Diego Bachiéga/PMB
Forte São João - Diego Bachiéga/PMB


Na segunda-feira, 18, o Forte São João foi visitado por uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que deu início à etapa de preparação para definir a lista de fortalezas brasileiras que serão indicadas pelo governo federal para concorrer ao título de patrimônio mundial concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2020.

Também concorre à indicação a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá. As duas edificações da Baixada Santista são as únicas candidatas paulistas em uma lista de 19 fortalezas espalhadas por dez estados brasileiros.

Os pré-candidatos ao título de patrimônio mundial têm dois anos para cumprir os requisitos exigidos. Um deles é a melhoria na gestão dos fortes. Outro é a acessibilidade para visitantes. Nesta terça e quarta-feiras, 19 e 20, reunião do Iphan, em São Paulo, definirá a composição de um comitê gestor, que será responsável por conduzir os trabalhos até a candidatura final.



Na avaliação de Maria Cristiana Donadelli Pinto, superintendente do Iphan no estado de São Paulo, o Forte São João, patrimônio histórico nacional tombado pelo instituto em 1940, está bem na disputa: “Os fortes de Bertioga e Guarujá são fortificações muito bem cuidadas, com acesso ao público, que é um grande requisito para a candidatura. São representantes da forma como se protegia os territórios lusos no século XVI. É um conjunto que representa e conta a história de um território inteiro, não só regional”.

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