Informação consta em relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE); acidente ocorreu em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto de 2024

Um relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que possível fadiga dos pilotos pode ter contribuído para o acidente com o avião da Voepass.
A tragédia ocorreu no dia 9 de agosto de 2024 em Vinhedo, no interior de São Paulo, e matou 62 pessoas, das quais 58 passageiros e quatro tripulantes.
De acordo com o documento, a companhia aérea montava escalas sem tempo adequado de descanso para a tripulação, o que pode ter comprometido a concentração e o tempo de reação dos profissionais.
“A conclusão foi que a empresa montou escalas que reduziram o tempo de descanso da tripulação, o que pode ter causado cansaço em um nível capaz de prejudicar a concentração e o tempo de reação dos profissionais”, diz o relatório.

A auditoria do MTE concluiu ainda que a Voepass não controlava de forma efetiva a jornada de trabalho dos funcionários, descumpria os períodos de descanso previstos na Lei dos Aeronautas e violava cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho voltadas à prevenção da fadiga.
As infrações resultaram em dez autos de infração e multas que somam aproximadamente R$ 730 mil.
Além disso, a empresa foi notificada por não recolher mais de R$ 1 milhão referentes ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores. Cabe recurso das penalidades.
Procurada pela Agência Brasil para comentar o relatório, a Voepass não respondeu até a publicação da reportagem.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu as operações da Voepass em março de 2025 e cassou a certificação de operação, em junho. No mês seguinte, a companhia entrou com pedido de recuperação judicial.
Com informações da Agência Brasil