Mais duas semanas

Estado prorroga campanha contra a febre amarela

Para ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria de Estado da Saúde mudou o prazo para 2 de março. A região com menor cobertura vacinal é a Baixada Santista


Da Redação
Publicado em 19/02/2018, às 12h20 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h29

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Renata de Brito/PMB
Renata de Brito/PMB


A campanha de vacinação contra a febre amarela foi prorrogada em mais duas semanas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, estendendo o prazo até o dia 2 de março. Os últimos dados indicam que a região com menor cobertura vacinal é a Baixada Santista.

A campanha começou em 25 de janeiro e visa imunizar 9,2 milhões de pessoas ainda não vacinadas, em 54 cidades. Segundo balanço preliminar do último ‘Dia D’, 17 de fevereiro, feito pela pasta com base nos dados informados pelos municípios,  3.423.748 pessoas foram vacinadas desde o dia 25. 

Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.



A Baixada Santista permanece como a região com menor cobertura vacinal, com 23,1%. No Vale e Litoral, a cobertura é de 33,1%. O Grande ABC tem 36% e a capital atingiu 46,2%, imunizando mais de 1,5 milhões dos 3,3 milhões de moradores dos distritos definidos na campanha.

A diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato comenta a mudança de prazo: “Decidimos prorrogar a campanha para garantir que todas as pessoas que precisam sejam vacinadas contra a febre amarela. A imunização é a principal forma de proteger a população contra a doença”.

A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos indicam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.



Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.



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