Escolas municipais e estaduais vivem realidades distintas em índice do Ideb

Costa Norte
Publicado em 16/09/2016, às 16h31 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h31

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Da redação

Antonio Pereira

Uma defasagem no ensino da Baixada Santista foi apontada no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), de 2015, divulgado há uma semana pelo Ministério da Educação (MEC). Oito dos nove municípios que a compõem atingiram o índice projetado para o primeiro ciclo do ensino fundamental (1º a 4º ano) ao qual a responsabilidade é dos municípios. No entanto, nenhuma cidade atingiu a meta prevista para o segundo ciclo (5º ao 9º ano), compartilhado com a rede estadual. No primeiro ciclo, a única cidade a não atingir a meta de 5,8 pontos foi são Vicente, que computou apenas 5,3. O maior crescimento foi de Guarujá, com 0,8, no comparativo com 2013. Logo depois está Mongaguá, com média de 0,7 maior em relação há dois anos. Bertioga subiu de 5,4 pontos, em 2013, para 5,8, em 2015. Para o prefeito Mauro Orlandini, o resultado mostra que a administração municipal está no caminho certo, empenhando esforços para que a educação das crianças do município seja de qualidade. Já o secretário de Educação Luiz Martins de Almeida destacou: “Tudo isso nos dá tranquilidade e autonomia para que possamos desenvolver o aprendizado nas salas de aula. Ele ainda apontou melhorias na infraestrutura física das escolas, acesso dos profissionais às novas tecnologias, controle diário de qualidade da merenda escolar, implantação de salas de atendimento para educação especial e projeto de suporte para alunos com deficiência. Apesar da melhora, quando comparada ao outros anos, a cidade não apresenta o mesmo crescimento se comparada às vizinhas da região. O ranking é liderado por Itanhaém (6,2); seguida por Guarujá, Santos e Peruíbe (6,1); Cubatão (5,9); Bertioga e Praia Grande (5,8) e São Vicente (5,3). O Ideb é utilizado tanto como diagnóstico da qualidade do ensino brasileiro, quanto como referência para as políticas de distribuição de recursos (financeiros, tecnológicos e pedagógicos) do MEC. Se uma rede municipal, por exemplo, obtiver uma nota ruim, ela terá prioridade de recursos para os anos seguintes.

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