Assessora Juliana Lima lista os fatores para a escolha de propriedades físicas, e aponta vantagens dos fundos imobiliários no mercado

O investimento em imóveis permanece no topo das preferências dos brasileiros para o aumento de patrimônio. No litoral paulista, a tendência ganha força também por causa de fatores culturais da região, que possui forte influência de comunidades de imigrantes, como a portuguesa.
A busca por propriedades físicas baseia-se em aspectos psicológicos e geracionais. A assessora de investimentos Juliana Lima aponta que a tangibilidade desponta como primeiro fator para essa escolha, já que investidores manifestam a necessidade de ver e tocar o patrimônio.
Outro ponto relevante envolve a segurança familiar e a transmissão de bens. A assessora de investimentos Juliana Lima explica a visão tradicional sobre o tema:
Muitas pessoas, inclusive gerações anteriores, falavam assim, eu vou deixar este imóvel para o meu filho. Meu filho já tem onde morar, quero comprar dois imóveis para deixar um para cada filho".
O terceiro motivo para a preferência histórica decorre de uma ilusão de estabilidade, motivada pela falta de atualizações diárias de preço. De acordo com a especialista, investidores em mercado financeiro acompanham oscilações a cada segundo por meio de aplicativos, o que gera ansiedade, enquanto o valor de um imóvel físico não sofre monitoramento contínuo.
Para quem busca investir no setor imobiliário fora do conceito de moradia própria, existem duas formas principais de ganho: a locação e a valorização na venda. No caso da busca por renda mensal, a recomendação exige pesquisa sobre a taxa de vacância da região e escolha de boa localização. Atualmente, os aluguéis rendem entre 0,4% e 0,6% ao mês.
Já para quem foca no lucro com a revenda rápida, o mercado atual prioriza unidades mais compactas. A assessora de investimentos Juliana Lima orienta a busca por áreas estratégicas:
Imóveis mais compactos em regiões que estão em expansão, ou que têm um prédio comercial na região que seja de referência".
Como o mercado financeiro é mais recente no país, as gerações anteriores tinham menos acesso a dados econômicos. Hoje, os fundos imobiliários (FIIs) surgem como alternativa moderna para fracionar o capital e evitar a concentração de recursos em um único prédio.
Essa modalidade permite ingressar no mercado com valores baixos. Por meio dos fundos, o cidadão obtém rendimentos equivalentes aos aluguéis tradicionais, com o benefício de isenção de Imposto de Renda e possibilidade de valorização das cotas.
*Com informações da assessora de investimentos Juliana Lima, para o quadro Papo de Finanças, da TV Cultura Litoral.