Empresa dos EUA vai ajudar a estancar vazamentos em tanques na Alemoa

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Publicado em 09/04/2015, às 07h18 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h33

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Técnicos de uma empresa americana especializada virão a Santos nesta sexta-feira, 10, para avaliar os vazamentos nos tanques da Ultracargo, na Alemoa Industrial. A informação foi divulgada ontem à noite, 8, em reunião do Gabinete de Integração, no Paço Municipal. A vinda dos profissionais visa buscar uma solução ao problema que impede o final do incêndio, que dura mais de uma semana. Outra novidade anunciada é que cerca de 500 mil litros de líquido gerador de espuma (LGE) serão enviados de diversas partes do País para Santos e trazidos pela Aeronáutica para ajudar no combate ao fogos. Até a noite de ontem, 8, mais de 400 mil litros do produto e da espuma F500 já haviam sido utilizados pelo Corpo de Bombeiros e brigadistas durante a ocorrência, além de 360 litros do isolante térmico cold fire (fogo gelado, em português). Na manhã de ontem, 8, o Corpo de Bombeiros consertou vazamento em tanque de álcool anidro. A medida, aliada ao lançamento de espumas, fez com que o fogo quase fosse extinto perto das 14 horas. “Mas apareceram novos vazamentos, que deram reignição, e pegou fogo novamente”, explicou o coordenador estadual de Defesa Civil, José Roberto Rodrigues de Oliveira. Na manhã desta quinta-feira, 9, o incêndio continua concentrado em dois tanques de gasolina. Os Bombeiros continuam o trabalho de resfriamento dos reservatórios com a água bombeada do mar, para o fogo não se alastrar a outros, e esperam o melhor momento para aplicar as três espumas especiais – LGE, F500 e cold fire – na tentativa de apagar as chamas. "Há um imenso suporte logístico dado pela prefeitura e pelas empresas do Plano de Auxílio Mútuo, com fornecimento de água, alimentos e materiais de trabalhos. Tudo está sendo feito adequadamente para que o trabalho de combate ao incêndio funcione da melhor maneira", ressaltou o chefe da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias Nossa.

Meio ambiente

O Ibama afirmou que todas as providências foram tomadas pelas autoridades responsáveis para que o impacto ambiental fosse o menor possível. "Fizemos um sobrevoo e constatamos que não houve mais mortes de peixes. Também fomos atendidos com relação ao pedido que fizemos quanto ao uso de caminhões vácuo, para retirar o resíduos líquidos em volta dos tanques e encaminhando para cilindros, para que fosse feita a contenção da área", afirma Ana Angélica Alabarce, analista ambiental do instituto.

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