
Por Marina Aguiar
Ronaldo Marletta e João Joaquim de Lima, conhecido como Johnny Bacana, saíram de Guarujá dia 6 de com destino a Paraty, no Rio de Janeiro, e voltaram na quarta-feira, 15. Eles somaram 600km de corrida e muitas histórias para contar, num evento cujo objetivo nobre foi divulgar as APAEs da região.
Durante a ida, eles entraram em todas as cidades do percurso para conhecer a APAE de cada uma delas. De acordo com Marletta, eles já tinham o projeto de percorrer essa distância, mas a ajuda para a instituição que cuida de crianças com necessidades especiais foi ideia de uma amiga. “Toda ultra [maratona] que a gente faz é dedicada a alguma coisa ou a alguém; dessa vez escolhemos a APAE”.
Os desafios em uma jornada como essa são muitos. Johhny Bacana explicou que as subidas e descidas de alguns trechos das estradas do litoral norte e do Rio de Janeiro são muito íngremes e com muitas curvas. “Além disso, a gente pega muita chuva e frio; e ferimos os pés com calos e bolhas. Estamos aqui inteiros, com quilos e unhas a menos, mas é muito compensador”.
Para ajudá-los nessa empreitada, cinco pessoas acompanharam a viagem em dois carros – uma Kombi e um Doblo – para dar todo o suporte necessário. A também ultramaratonista de Santana do Parnaíba, Mônica Otero, uma das integrantes da equipe de apoio, explicou: “O apoio tem que pensar pelo atleta. Nós damos alimentação, hidratação, cuidamos dos pés. Às vezes, temos que lembrá-los da hora de fazer xixi. Porque chega uma hora que eles nem pensam mais”. Os carros acompanharam os dois em baixa velocidade e pararam em alguns pontos para esperá-los, principalmente, nos momentos em que não havia acostamento.