INVESTIMENTO

Dinheiro parado na conta perde valor? Especialista ensina a investir

No quadro Papo de Finanças, a assessora Juliana Lima explica como a inflação corrói o poder de compra e dá dicas para criar metas seguras


Redação
Publicado em 31/08/2026, às 09h58

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Moedas e dinheiro
Especialista recomenda definir objetivos claros para o dinheiro e fugir das aplicações automáticas - Zucker Pop/Pexels


Muitas pessoas ainda deixam as economias paradas na conta corrente por medo ou falta de conhecimento. No entanto, no atual cenário econômico, o consumidor perde poder de compra diariamente por causa da inflação. O alerta é da assessora de investimentos Juliana Lima, em entrevista ao quadro 'Papo de Finanças', do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.

Segundo a especialista, a inflação impacta o preço dos combustíveis, dos alimentos e do vestuário. Além do dinheiro parado na conta, ela alerta para as chamadas "aplicações automáticas" oferecidas pelos bancos tradicionais.

Essas opções cobram taxas de administração elevadas. Após o desconto do Imposto de Renda, a rentabilidade final costuma ficar abaixo da própria inflação (que bateu a marca de 4,44% no acumulado de 12 meses citado no programa). Ou seja, o poupador perde dinheiro sem perceber.

O segredo das 'caixinhas'

Para reverter esse quadro e evitar gastos impulsivos no supermercado ou no shopping, a assessora orienta a criação de metas. A recomendação é dividir as finanças em objetivos específicos, como a compra de um imóvel, um carro ou a viagem dos sonhos.

"Dinheiro sem objetivo é um dinheiro que, de fato, a gente vai gastar de qualquer maneira. Traga objetividade para o seu recurso", ensina Juliana.

Onde colocar a reserva de emergência?

Para quem busca montar uma reserva de emergência com segurança e liquidez (facilidade para sacar o dinheiro a qualquer momento), as opções mais recomendadas incluem os Títulos Públicos Federais, por meio do Tesouro Direto.



Outra alternativa são os produtos de renda fixa dos bancos convencionais, que oferecem rentabilidade próxima à taxa básica de juros (Selic) e garantem que o dinheiro trabalhe a favor do bolso do consumidor.

*Com informações do jornalista Thiago Dantas, para o quadro Papo de Finanças, da TV Cultura Litoral e Vale.

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