Defesa Civil implanta plano preventivo contra acidentes naturais


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Publicado em 22/12/2017, às 14h57 - Atualizado em 24/08/2020, às 03h00

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Caraguatatuba tem 19 áreas de escorregamentos, monitoradas permanentemente, divididas em 54 subsetores

Caraguá Bruna Vieira – Agência Gentecom

 O Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) entrou em vigor no começo desse mês e segue até o final de março, com possibilidade de ser prorrogado. O intuito é preparar o município para possíveis casos de escorregamento, enchentes e ressacas do mar. Na semana passada, o vice-prefeito e secretário de Trânsito, Segurança e Defesa Civil Campos Júnior reuniu-se com representantes de diversas secretarias, para explicar o plano e delimitar o papel de cada secretaria em casos de ocupações clandestinas, alojamento de pessoas desabrigadas, atendimento médico e social às vítimas, entre outros aspectos.

Campos Júnior considera importante aprofundar o papel de cada pessoa envolvida no PPDC. “Temos que trocar experiências e conhecer o papel de cada um, dentro de um processo que exige rápidas decisões e atendimentos de emergência”. O secretário explica que é possível acompanhar os índices pluviométricos  preventivamente: “Não tem como prever se vai chover muito em março, por exemplo. Temos, sim, como verificar se haverá chuvas longas nas próximas 72 horas, e, se já tiver chovido muito, com índice superior a 100 milímetros, temos que agir preventivamente, por exemplo, retirando as pessoas das encostas. Este processo não é simples. Muitas vezes, as pessoas não querem sair de suas casas, mesmo em perigo”.

Caraguá tem 19 áreas de escorregamento monitoradas permanentemente, divididas em 54 subsetores. Destas, há moradias em encostas com risco 1, menor, ao risco 4, maior. “Estas áreas são associadas à ocupação urbana e ficam nas encostas dos morros. Quanto às enchentes, são mais em áreas catalogadas e com riscos, pois somos uma cidade plana com pouca vazão das águas da chuva”, afirma o secretário Campos Júnior; ele confirmou que, com o PPDC, Caraguá está preparada para enfrentar esses possíveis desastres naturais.

Em março passado, devido às fortes chuvas, o Fundo Social atendeu emergencialmente 385 famílias, que foram acolhidas provisoriamente na Colônia do Porto Novo. Foram oferecidas refeições e feita a doação de mais de uma tonelada de alimentos. Estas famílias foram encaminhadas aos Centros de Referência de Assistência Social.

Bombeiros



O comandante do 4º Sub-Grupamento do Corpo de Bombeiros, capitão Newton Krüger, define o PPDC como “uma ferramenta de convivência com o risco, existente em toda a faixa litorânea, principalmente, durante o período de verão”. Para ele, trabalhar com pessoas é prazeroso, e ao mesmo tempo, difícil. “É neste cenário de pessoas em risco e fatores como chuva, alagamentos, escorregamentos que temos que trabalhar. Sozinhos, não fazemos nada. Temos que nos organizar para fazer o melhor. Esse não é um problema da Defesa Civil. É um problema da cidade, gerenciado pela Defesa Civil”.

Estiveram presentes à reunião do último dia 13, o secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania Jonas Fontes, funcionários das secretarias de Habitação, Informática, Saúde (Centro de Controle de Zoonoses), Serviços Públicos, Trânsito e integrantes da Defesa Civil. Também participaram representantes da Sabesp, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

Foto Luís Gava/PMC 



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