RELATÓRIO

Defensoria de SP registra alta de 20% em atendimentos da Lei Maria da Penha

No ano em que a legislação completa 20 anos, órgão lança relatório com propostas para ampliar o atendimento a mulheres em situação de violência

Mulher sentada em mesa de atendimento conversa com defensora pública em escritório da Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Defensoria Pública de São Paulo lançou relatório sobre violência doméstica no marco dos 20 anos da lei - Imagem Ilustrativa/IA


A Defensoria Pública do Estado de São Paulo registrou aumento de aproximadamente 20% nos atendimentos relacionados a medidas protetivas de urgência, entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados do órgão, foram 4.319 atendimentos nos sete primeiros meses deste ano, contra 3.609 no mesmo intervalo de 2025. Em relação a 2023, quando houve 2.775 atendimentos, o crescimento chega a cerca de 56%.

Os números foram divulgados no ano em que a Lei Maria da Penhacompleta 20 anos. Para marcar a data, a Defensoria lançou o Relatório Final do Comitê para Estudos sobre a Expansão e Padronização do Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, documento que reúne um diagnóstico da atuação institucional e apresenta propostas para ampliar e qualificar o atendimento especializado.



As medidas protetivas de urgência são previstas na Lei Maria da Penha e têm como objetivo interromper situações de violência e preservar a integridade das vítimas.

Criado em 2025, o comitê reuniu representantes da Defensoria, de órgãos públicos e de entidades da sociedade civil para identificar desafios, sistematizar boas práticas e formular propostas de aprimoramento do atendimento às mulheres em situação de violência doméstica.

Propostas do relatório

Entre as recomendações apresentadas estão:



  • Padronização dos fluxos de atendimento em todas as unidades da Defensoria;
  • Simplificação dos procedimentos de agendamento;
  • Melhorias no sistema interno DOL para facilitar a identificação e o acompanhamento dos casos;
  • Ampliação e qualificação dos atendimentos especializados;
  • Fortalecimento da atuação integrada com a rede de proteção e do atendimento multidisciplinar.

O relatório também aponta a necessidade de expandir os serviços especializados para garantir maior uniformidade no acesso aos direitos das mulheres em diferentes regiões do estado.

Segundo a Defensoria, o aumento da procura pelos serviços reforça a necessidade de ampliar a capacidade institucional de acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento das mulheres em situação de violência doméstica.

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