Estrutura tombou na rua Aguiar de Andrade e destruiu dois veículos pesados; Secretaria de Obras exige o restauro do patrimônio da cidade

Os trabalhos de limpeza e desobstrução da rua Aguiar de Andrade, no bairro do Paquetá, chegaram ao fim. A mobilização no centro histórico de Santos ocorreu após o desabamento de um muro centenário, que soterrou duas carretas e bloqueou a passagem no local.
O administrador regional do centro histórico, Roberto Levy, explicou a dinâmica da operação após o alerta da Defesa Civil, quando o órgão deslocou duas equipes com maquinário pesado para retirar as toneladas de escombros da via.
Durante o trabalho, os agentes encontraram os veículos de carga destruídos sob os tijolos.
A queda da estrutura representou um grave perigo para a população. "É um risco até para o munícipe, porque as pessoas utilizam muito essa calçada", alerta Levy.
Apesar da remoção dos entulhos, a área continua interditada. A Secretaria de Obras de Santos notificou a empresa proprietária do imóvel, que possui classificação de patrimônio histórico, para garantir a segurança do perímetro e promover o restauro. A pasta municipal define o prazo oficial para a reconstrução.
A forte ventania atingiu a Baixada Santista na quarta-feira (29) e deixou um rastro de destruição. As rajadas de vento ultrapassaram a marca de 100km/h e causaram diversos prejuízos na região costeira. O evento climático extremo destelhou casas, derrubou árvores, danificou a rede elétrica e resultou no colapso do muro centenário no bairro do Paquetá.
*Com informações da jornalista Letícia Sanvez, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.