Estrutura construída no século XVI é considerada uma das evidências físicas mais antigas do início da colonização brasileira

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, em Santos, litoral paulista, recebe, no sábado (9), a conferência Engenho dos Erasmos: Patrimônio Transnacional Brasileiro-Belga?.
O encontro, que ocorre das 14h às 16h, discutirá o potencial reconhecimento do Engenho dos Erasmos como Patrimônio Mundial da Unesco, com participação do professor Eric Van Hooydonk, da Universidade de Ghent (Bélgica).
A palestra destacará a relevância histórica do monumento nas conexões entre Brasil, Europa e África, além da importância econômica, marítima, política e cultural do complexo construído no século XVI, na ilha de São Vicente.
Durante a conferência, Van Hooydonk abordará critérios e fundamentos que podem sustentar uma futura candidatura do monumento histórico à lista de Patrimônio Mundial da Unesco.
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A programação contará com participação acadêmica de representantes da Unimes, UFJF, Unifesp e do coletivo Sankofa de Estudos Sociais e da Memória, além de apoio da Autoridade Portuária de Santos (APS), SPX Bank e Secretaria de Turismo, Comércio e Empreendedorismo de Santos.
A atividade será em inglês, com tradução simultânea para o português. Para acompanhar a tradução, os participantes precisam levar celular e fone de ouvido. As inscrições são gratuitas e obrigatórias pelo site oficial.
O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos fica na rua Alan Cíber Pinto, 96, na Vila São Jorge, Zona Noroeste de Santos.
Complexo arquitetônico triplamente tombado, o Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos preserva vestígios de um engenho de açúcar construído em 1534.
O engenho leva o nome do comerciante flamengo Erasmus Schetz, ligado à chamada Era de Ouro de Antuérpia, um dos principais polos comerciais da Europa no século XVI.

O sítio arqueológico representa a conexão cultural entre povos indígenas, europeus e africanos escravizados, além de marcar o início da ocupação portuguesa no território americano.
O local também ganhou destaque recente no livro The Maritime Canon of Flanders, de autoria do professor Eric Van Hooydonk, publicado em 2025, e considerado a primeira obra abrangente sobre a história marítima da região de Flandres.