Pelas regras atuais do Vaticano, o Conclave deve ser iniciado entre 15 e 20 dias após a morte do papa; fumaça branca indica eleição do novo pontífice

Após a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, na segunda-feira (21), que foi sepultado neste sábado (26), em Roma, a Igreja Católica dará início ao Conclave — um ritual milenar que define quem será o próximo líder de mais de 1,4 bilhão de católicos. O processo, que mescla política, tradição e espiritualidade, reúne os cardeais de todo o mundo em um encontro decisivo dentro do Vaticano, marcado por regras rígidas e simbolismos históricos.
O historiador Rodrigo Rainha, professor da Faculdade Estácio, explica: “Quando um papa morre, começa um processo que é tanto religioso quanto político: o Conclave. Os cardeais do mundo todo se reúnem, ficam trancados em um espaço e só saem quando chegam a um acordo sobre quem será o novo papa. Não existem candidaturas oficiais, os nomes vão surgindo e mudando conforme as votações avançam, até que alguém alcança a maioria absoluta e é escolhido”.
De acordo com as regras atuais do Vaticano, o Conclave deve ser iniciado entre 15 e 20 dias após a morte do papa. Com isso, a expectativa é que o processo de votação para a escolha do novo pontífice comece entre os dias 6 e 11 de maio. “O termo ‘Conclave’ surgiu na Idade Média, quando as disputas internas atrasavam por meses ou até anos a escolha de um novo pontífice. A solução foi trancar os cardeais até que houvesse uma decisão. A fumaça preta indica que ainda não há consenso, e a branca sinaliza que o novo papa foi escolhido. Ao assumir, ele escolhe um nome que normalmente carrega um símbolo ou tradição da Igreja”, complementou o historiador.
Participam da votação apenas os cardeais com menos de 80 anos, respeitando o limite de 120 eleitores estabelecido pelas regras vaticanas. Diversas nacionalidades compõem o colégio de cardeais, refletindo a diversidade global da Igreja Católica.