PLANO DIRETOR

Comunidade do Indaiá quer cidade desenvolvida

Participantes da Leitura Comunitária do Plano Diretor Participativo de Bertioga apontaram defeitos e qualidades do bairro e do município


Estela Craveiro
Publicado em 05/05/2018, às 15h58 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h47

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Secretário Luiz Alcino de Carvalho na Leitura Comunitária do Plano Diretor no Indaiá - JCN
Secretário Luiz Alcino de Carvalho na Leitura Comunitária do Plano Diretor no Indaiá - JCN


Uma cidade linda, limpa, bem urbanizada, com infraestrutura, com ruas asfaltadas, com acesso ao transporte, com belezas naturais conservadas, com pontos turísticos bem sinalizados, com identidade cultural, valorizando a arte e a história, com desenvolvimento econômico baseado no turismo. Esta é a Bertioga que os moradores do Indaiá gostariam de ter daqui a dez anos, conforme apontaram na Leitura Comunitária do Plano Diretor Participativo de Bertioga (Pdpbert) realizada pela Secretaria de Planejamento, no sábado, 5, na Escola Municipal José Ermírio de Moraes, a fim de colher sugestões dos munícipes, com a participação de 25 pessoas.

Para chegar lá, as propostas apresentadas por eles indicam que o setor de saúde oferte médicos mais capacitados e exames com entrega mais rápida; que haja mais segurança, com mais rondas policiais; que a educação tenha melhor qualidade; que a manutenção urbana seja eficaz, com coleta seletiva de lixo, lixeiros melhor preparados, e punição para quem deixa terrenos vazios abandonados, sem muros e cheios de mato; que as praias sejam mantidas limpas e bem fiscalizadas; que o meio ambiente seja respeitado e devidamente explorado para a geração de empregos; que as atrações turísticas sejam bem sinalizadas.

Os participantes da reunião sugerem também que haja áreas de recreação, incluindo praças com equipamentos esportivos; que a cidade tenha hospital com UTI, centros comunitários e culturais em todos os bairros; que as praças do Indaiá sejam urbanizadas e limpas e que o bairro tenha agências bancárias e lotéricas; e que haja melhor gerenciamento costeiro, com eventos relacionados à náutica, vocação natural do bairro.



Como ocorreu em todas as Leituras Comunitárias realizadas em outros bairros, a lista de pontos negativos é maior do que a de pontos positivos, o que é natural, na avalição do secretário de Planejamento, Luiz Alcino de Carvalho: “Nossos encontros são sempre possibilidades de diálogo importantes, em que a gente entende como a população vê o município. É óbvio que, nesse processo, as pessoas, quando têm representantes do poder público pela frente, sempre identificam os pontos negativos com maior peso. Mas, no diálogo, a gente consegue fazer com que entendam que é com os pontos positivos que vamos construir o futuro. As qualificações do município é que vão nos trazer as possibilidades de investimento e de projetar aquilo que a gente espera para os próximos dez anos”.

Após a realização de sete das dez reuniões programadas, ele identifica evolução no envolvimento da população com o Pdpbert: “É um processo natural. Quando iniciamos o trabalho, no ano passado, as pessoas tinham pouca informação sobre o que é um plano diretor. Agora elas estão entendendo mais e começando a participar de maneira mais legítima, identificando o que tem de errado na cidade e o que querem para o futuro. É um processo de construção que está sendo feito. É muito importante isso. Hoje, de maneira geral, a sociedade já entendeu que está sendo desenvolvida discussão. A política pública mudou de cara. A gente tem todo um processo que tem que ser feito com o envolvimento da população, e ela está mais à vontade para participar”. 

A comunidade está valorizando a possibilidade de participar da elaboração do Pdpbert, como diz Neusa Pires da Silva: “É muito importante dar essa oportunidade à população. Pena que não temos a participação em massa”.  Juliana Manso Perez concorda: “É fundamental a participação da comunidade, que vivencia os problemas. Nada melhor do que ela para apontar as dificuldades e as soluções”. E Alexandre Antonio Almeida Rocha endossa: “Como diz um amigo, os políticos vão passar e o plano diretor vai ficar. É o momento que a gente tem para programar nosso futuro e o de nossos filhos”.



Calendário das próximas Leituras Comunitárias 12 de maio, 10h, São Lourenço, na EM Profª Miriam de Assis (Avenida Engenheiro Durval Gago Lourenço, s/nº); 26 de maio, 10h, Guaratuba, na EM José Carlos Buzinaro (Praça A, nº 15, Quadra A, Praia de Guaratuba); 09 de junho, 10h, Boraceia, na EM Boraceia (Rua Professor Geraldo Rodrigues Montemor, nº 295).

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