Grupo pede que fruto do trabalho do coletivo seja levado em consideração pelos juízes, tendo em vista risco à integridade física de mulheres e mães que buscam a ONG

O grupo Mulheres Costa Sul - coletivo feminino que batalha em defesa dos direitos de mulheres, conhecido após manifestos em decorrência do brutal crime cometido em São Sebastião, que vitimou a estudante de veterinária Julia Rosenberg, em julho deste ano - voltou a se manifestar no início da tarde desta quarta-feira, 28, em frente ao Fórum de São Sebastião, dessa vez para solicitar que a atuação da rede em defesa de menores em situação de risco seja avaliada pela Justiça.
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A ONG tem uma ampla rede de auxílio a mulheres vítimas de violência e solicita que os laudos técnicos e dossiês elaborados pela rede de proteção do coletivo sejam analisados com mais afinco, uma vez que, segundo a ONG, os mesmos têm sido ignorados em casos graves em que as vítimas correm riscos a sua integridade física e psicólogica. É unânime a conclusão da rede quanto aos abusos psicológicos e físicos cometidos contra crianças e adolescentes.
“A Rede de Proteção é formada por Órgãos dotados de imparcialidade e fé-pública. Neste sentido, nossa luta é para que o Judiciário, em especial a 1ª Vara da Comarca de São Sebastião, valorize as conclusões e sugestões dos Órgãos que compõe a Rede de Proteção”, aponta manifesto divulgado pela entidade.
“Temos dossiês e laudos à disposição dos juizes ainda a serem avaliados, queremos apenas que sejam levados em consideração, visto que são fruto de trabalho profissional e indicam reais riscos à integridade de mulheres e crianças do município”, conclui o manifesto.