Educação

Clorofila promove encontro de parceiros

Durante a reunião, foram apresentadas as novidades para a programação desse ano

Vanessa Ortiz
Publicado em 15/03/2018, às 07h28 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h35

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O encontro reuniu gestores da educação para discutir ações do Programa Clorofila - JCN
O encontro reuniu gestores da educação para discutir ações do Programa Clorofila - JCN

O programa Clorofila de Educação Ambiental realizou, na quarta-feira, 14, o Encontro de Parceiros, no resort Ilha da Madeira, na Riviera de São Loureço, em Bertioga, para discutir as ações ocorridas  durante o ano de 2017 e apresentar o planejamento das atividades para  2018. O programa, iniciativa da Construtora Sobloco, atualmente conta com 22 escolas parceiras.

O encontro ocorre anualmente, desde 2007,  voltado para diretores; vice-diretores; coordenadores pedagógicos; e supervisores das escolas públicas e particulares da cidade. Além dos educadores, o dirigente regional de ensino da Baixada Santista João Bosco Arantes Braga Guimarães e Marcos Augusto Pereira Pellicer, em sua última atuação como secretário municipal de Educação, também participaram da reunião. 

A coordenadora do programa, Maria Cristina Peres, apresentou as novidades. A primeira é a abordagem do livro A última criança na natureza. "Ele fala das pesquisas científicas que provam a importância do contato com ambientes naturais para as crianças, e não só para elas, mas também para adultos. Agora existem pesquisas que comprovam o efeito disso na vida das pessoas, tanto física quando emocional", afirma. Outra inovação do Clorofila será a unificação das escolas no Dia do Meio Ambiente, no qual  haverá uma grande Feira de Troca, atividade já realizada , que incentiva a reutilização de materiais e trabalhar a questão do consumismo.

Também haverá um concurso intitulado Masterchefinho Saudável, que consiste em criar receitas a partir dos alimentos colhidos nas hortas. "As ações derivaram bastante para a questão da alimentação saudável. Com o trabalho das hortas, há 26 anos, já existe um efeito dessa atividade consolidado, que é a questão das crianças comerem mais produtos naturais, experimentarem coisas que nunca comeram, e gostarem", revela. Ela destaca que o curso para professores, formação de liderança jovem nas escolas e o prêmio Atitude Ambiental continuam fazendo parte da programação.

O dirigente regional de ensino da Baixada Santista João Bosco Arantes Braga Guimarães ressaltou a importância do Clorofila no ambiente educacional: "O programa favorece para que o aluno construa protagonismo juvenil, isso é muito raro nos projetos. Geralmente, os projetos já vêm prontos e engessados, já o Clorofila, não. Ele se manifesta de uma maneira em cada unidade escolar, seja por meio da horta, da confecção de alimentos ou mudanças de hábitos alimentares; é um programa completo, ele trabalha a questão da intra-escola e externa-escola".

Durante a reunião, representantes do Coletivo Educador de Bertioga, que também são parceiros do programa, levantaram um debate sobre a percepção dos educadores sobre a transposição do rio Itapanhaú. Um dos membros do coletivo, o biólogo Luiz Felipe Natálio, afirma que o Clorofila contribui para o movimento, assim como outras instituições, pois ajuda a levar esclarecimento, em forma de educação ambiental, para as escolas e para outros setores da sociedade. 

Disse ele: "Nós aproveitamos a oportunidade de ter todos esses gestores unidos para ter essa discussão, desde o ponto para identificar se eles entendem o que está acontecendo, até a discussão de fato sobre quais são os impactos. Por que transpor? Por que não transpor? Foi muito interessante, porque eles participaram, vimos que a maioria estava superatualizada, e conseguimos sensibilizar um pouco mais quanto à causa ambiental, como, por exemplo, a proteção dos manguezais".

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