Chuva deixa 12 famílias desalojadas e cidade em estado de atenção

Costa Norte
Publicado em 23/02/2013, às 08h36 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h56

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A intensa chuva que caiu durante o final da tarde desta sexta-feira (22), em Bertioga causou inúmeros problemas e transtornos por toda a cidade. Até o início da noite havia 12 famílias desalojadas. A água inundou ruas, invadiu residências, derrubou árvores e, muitos móveis acabaram perdidos. Veículos também sofreram prejuízos devido a tempestade. Não houve o registro de vítimas graves, segundo informou o Corpo de Bombeiros e a prefeitura. A situação foi grave em escolas e outros estabelecimentos dos bairros Caiubura e Vicente de Carvalho II, aonde a água chegou a altura de meio metro, segundo afirmaram diversos moradores. Apesar da perda dos bens materiais, não foram registradas lesões graves e nem vítimas fatais no município. A mudança repentina do tempo ocorreu devido a chegada de uma frente fria. Em pouco mais de 3h choveu mais de 100 milímetros, apontou a medição feita pela Defesa Civil local, que considerou “estado de atenção” no município, devido ao aumento repentino do índice pluviométrico. Esse índice corresponde a mais de um terço do que choveu durante todo o mês de janeiro deste ano, quando foram registrados 364 milímetros.

Chamados Durante o período de chuva intensa desta sexta (22), a Defesa Civil recebeu mais de 15 chamados, somente pelo telefone 199. A maioria deles estava relacionada à inundações, mas também foram registradas quedas de árvores. Ainda segundo o órgão, até o início da noite havia 12 famílias desalojadas e que foram encaminhadas para casas de parentes. Não havia informações sobre feridos.

Ocorrências A região mais atingida foi nas proximidades de Vicente de Carvalho II. No local foi montado um Centro de Comando Operacional. O distante Caiubura também não ficou atrás no registro de ocorrências. Uma delas, inclusive, informada pelo Corpo de Bombeiros dava conta de que fiéis estavam com água até quase a cintura, dentro de uma igreja, por conta da enchente no bairro que conta com várias cachoeiras.

Impossível E, até mesmo a região central de Bertioga que já conta com a pavimentação na maioria de suas vias sofreu com intensos alagamentos. Conforme diversos moradores informaram à reportagem “estava praticamente impossível trafegar por quase todas as ruas da cidade, no início da noite” de sexta-feira (22). Segundo a prefeitura, colaboraram com o trabalho da Defesa Civil as Secretarias de Serviços Urbanos e a de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda; e a Diretoria de Trânsito, além do Fundo Social de Solidariedade.

Tempestade atinge Cubatão e causa deslizamentos, alagamentos e interrupção em rodovias

A cidade vizinha de Cubatão também sofreu com inúmeros alagamentos por toda a cidade, além de deslizamentos nas encostas da Serra do Mar que provocaram o represamento do tráfego nas pistas Norte (direção Santos/São Paulo) da Via Anchieta (km 46, 49 e 51) e Imigrantes (km 56 a 52), e ainda cortes momentâneos no fornecimento de eletricidade em alguns pontos do município. À noite, o tráfego no sentido capital seguia totalmente interditado na Imigrantes, por conta da queda de barreira no km 52. Foram 23 veículos de passeio e uma carreta, atingidos pelo material que deslizou da encosta. Uma vítima fatal foi confirmada no local. Segundo o monitoramento do Saisp (Sistema de Alertas a Inundações de São Paulo, foram registrados em Cubatão 119,2 mm de pluviosidade em apenas 1h – das 16h às 17h. Na hora seguinte, até 17h40, quando a chuva declinou, foram registrados mais 46mm, acumulando 166,6mm nesses 100 minutos de chuva.

Em campo A Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil de Cubatão), de acordo com a prefeitura, está com todas as suas equipes em campo, atendendo grande número de chamados relacionados com os transtornos causados pelas chuvas.

Em Santos, Defesa Civil registra 95,4 mm de chuva em 4h

A Defesa Civil santista registrou 95,4mm de chuva no período das 16h às 20h desta sexta-feira (22), volume maior do que todo o acumulado em fevereiro - entre os dias 1º e 20 deste mês foram 91,5 mm. O temporal provocou alagamentos e congestionamentos em vários pontos da cidade. Houve um escorree¬ga¬mento de terra na rua 15, Morro Penha, sem vítimas nem destruição de casas. A CET isolou a área. Segundo a prefeitura, os morros continuam em “estado de observação”.

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