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Caio França questiona ações do Estado no combate à Covid-19

O deputado ponderou que o principal indicador para a progressão no Plano SP é a existência de leitos disponíveis nas regiões


Da Redação
Publicado em 26/06/2020, às 10h16 - Atualizado em 23/08/2020, às 23h47

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Durante reunião da Comissão de Saúde realizada por videoconferência, segunda-feira, 22, com a presença do secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, o deputado estadual Caio França (PSB, membro titular da Comissão, questionou os critérios do Plano SP de monitoramento, retomada e progressão das atividades econômicas nas regiões do estado de São Paulo, em especial a regressão do Vale do Ribeira da fase laranja para a fase vermelha.

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O deputado ponderou que o principal indicador para a progressão no Plano SP é a existência de leitos disponíveis nas regiões. Considerando que o governo estadual é o responsável pela distribuição dos leitos, o parlamentar concluiu que o critério adotado como balizador das decisões no tocante à pandemia confere ao Estado um poder discricionário.



“De acordo com o secretário, 93% dos municípios do estado já apresentam casos de Covid-19, se a evolução do vírus já era esperada como o secretário mesmo afirmou, bem como a interiorização do vírus, entendo que faltou planejamento e um olhar mais atento para as regiões fragilizadas do ponto de vista econômico e de infraestrutura em saúde pública. Um hospital de campanha ou habilitação de novos leitos evitaria o recuo da flexibilização no Vale do Ribeira, por exemplo.”

O deputado traçou um comparativo entre a situação do Vale do Ribeira, que tinha no início da semana 894 casos confirmados e 35 óbitos e São Paulo com 106.540 casos confirmados e 6.387 óbitos, que caminha para a fase amarela, enquanto o Vale do Ribeira regride para a vermelha.  

França também recordou dos equívocos relativos aos números na Baixada Santista, que só serviram para confundir a população num momento tão difícil originado pela pandemia do novo Coronavírus. “Os prefeitos se mobilizaram e comprovaram que poderiam avançar para a fase laranja, no entanto, o Estado insistia que a posição seria a vermelha. Depois de muita conversa com os técnicos, ficou comprovado que a região já havia conquistado uma posição à frente diante dos esforços adotados anteriormente.”



 Durante a reunião, o deputado fez um apelo ao secretário, solicitando mais transparência em relação aos números divulgados. “Hoje o Estado disponibiliza a nota, mas a gente quer saber o que originou a avaliação e o peso de cada critério”.

Caio solicitou ainda novos respiradores para a Baixada Santista e para o Vale do Ribeira, duas regiões que dependem do setor de serviços e precisam de melhor infraestrutura. Cobrou ainda esclarecimentos quanto à quantidade e distribuição dos 4 milhões de testes de Covid-19 que seriam realizados no estado.

O secretário Germann atribuiu o recuo do Vale do Ribeira para a fase vermelha em função do aumento de 65% na taxa de internação como uma medida de precaução. Ainda segundo ele, a Baixada Santista já recebeu 114 respiradores e que se houver necessidade será contemplada com novos equipamentos. Quanto aos testes de Covid-19 destacou que os exames são enviados pelo Ministério da Saúde e que até o momento foi disponibilizado 1,6 milhão testes e que o gerenciamento é feito pelo COSEMS (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde). “Não há governança do estado sobre esses testes. Eles seguem o protocolo do Ministério da Saúde. Nós apenas realizamos o repasse”, finalizou o secretário.



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