EDUCAÇÃO NO PÓDIO

Brasileiros ganham destaque em Olimpíadas Educacionais pelo país

Alunos do ensino médio e fundamental participaram das competições


Da redação
Publicado em 28/06/2021, às 14h31 - Atualizado às 14h48

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Vencedor de uma das competições Brasileiros ganham destaque em Olimpíadas Educacionais pelo país - Distribuição/Maple Bear
Vencedor de uma das competições Brasileiros ganham destaque em Olimpíadas Educacionais pelo país - Distribuição/Maple Bear


Mesmo durante a pandemia, os alunos de Maple Bear, rede de escolas bilíngues com metodologia canadense, mantiveram a paixão pelos estudos e conquistaram destaque em duas olimpíadas educacionais nacionais e uma internacional, nas áreas de ciências, matemática e história.

As competições foram realizadas todas de forma online e, embora tenham contado com a orientação e supervisão de professores, demandaram ainda mais esforço e disciplina por parte dos alunos.

Um dos vencedores é o estudante Bruno Bonin Krug, da Maple Bear Alphaville (São Paulo). O jovem, de 15 anos, levou a medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), uma das principais competições estudantis da área. A iniciativa, desenvolvida de forma 100% online por meio de provas, também premiou o aluno Heiki Saga Koike da mesma escola, que conquistou a medalha de bronze.



A ONC se destina a estudantes do ensino médio e do 8ª e 9º ano do ensino fundamental, integrando o programa ciência na escola. É promovida pelas sociedades científicas: SBF (Sociedade Brasileira de Física), ABQ (Associação Brasileira de Química), Instituto Butantan, Sociedade Astronômica Brasileira e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo Bruno, a área científica sempre lhe chamou a atenção. "Quando comecei estava um pouco tenso, achei a segunda fase bem mais complicada que a primeira, e fiquei surpreso com o resultado. Com todo o estudo entendo que tudo o que fazemos pode ser analisado através da ciência, pois existem átomos em todos os lugares, ângulos, resistências etc. Gosto de entender essa relação e perceber o quanto de ciência existe por trás das coisas", comenta o adolescente que participa desde pequeno deste tipo de olimpíada.

Na Maple Bear Alphaville, as ciências da natureza são trabalhadas por meio da experimentação, coleta e análise de dados, literatura científica e conexões com o dia a dia dos estudantes. "A ciência é importante para compreendermos o mundo ao nosso redor, desenvolvermos o questionamento e a solução de problemas, acompanharmos os avanços científicos e tecnológicos nas diferentes áreas para tomarmos decisões informadas e conscientes que favoreçam nossa saúde, bem-estar, e a utilização de recursos naturais de maneira mais sustentável", explica Ana Carolina Lourenço, professora orientadora dos estudantes da Maple Bear na olimpíada.



E não é somente de ciências que vivem os alunos da Maple Bear. A escola de Natal (RN) conquistou medalhas de ouro, prata e bronze na Olimpíada Canguru de Matemática, uma competição internacional anual para estudantes do 3º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio.

A participação na competição foi opcional, no entanto, mais de 50% dos alunos da escola realizaram a prova, que foi aplicada em língua inglesa. Receberam medalhas os estudantes Laura Medeiros (ouro), Ricardo de Medeiros e Henrique Matheus Moreira (prata), Izabela Mendes, Pedro Medeiros e Júlio Chaves (bronze). Além disso, 11 alunos foram agraciados com medalhas de honra ao mérito.

Para Alex Alvarez, professor de matemática do 5º e 8º anos, a prova é bastante interessante, pois por meio dela os alunos lidam com todos os eixos matemáticos, principalmente com raciocínio lógico. Sobre o resultado, ele avalia: "Excelente. É o resultado de uma preparação de anos que eles vêm tendo dentro da escola para entender os procedimentos matemáticos. A participação faz engajar os alunos no aprendizado, pois eles colocam em prática o que aprendem em sala de aula".



A Maple Bear Natal também participa da Olimpíada Nacional de história do Brasil, que é um projeto de extensão da Unicamp, já tendo chegado a última fase. Os alunos Theo Bessa, André Bessa e Gabriel Diniz participarão das fases seguintes representando a escola.

Para o orientador Jefferson Heitor, professor do 6º ao 8º ano, "o mais interessante é que a olimpíada proporciona um estudo crítico da história do Brasil, o que soma muito no processo de ensino e aprendizagem".

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