TRANSPORTE

BNDES e governo federal projetam R$ 3,4 bilhões para ampliar VLT e BRT no litoral de SP

Estudo prevê quatro novos projetos de mobilidade até 2054 em Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá, na Baixada Santista


Redação
Publicado em 29/10/2025, às 14h27 - Atualizado às 15h39

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VLT em São Vicente
Extensões do VLT e implantação de BRT devem modernizar o transporte coletivo em cidades da Baixada Santista - Acervo CN / Luciana Sotelo


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades apresentaram, nesta semana, os resultados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que define novos projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade, em 21 regiões metropolitanas do país.

Na Baixada Santista, litoral de São Paulo, o levantamento prevê investimentos estimados em R$ 3,4 bilhões para ampliar a rede de veículos leves sobre trilhos (VLT), 25km, e implantar um novo corredor de ônibus do tipo BRT (18km), até 2054.

Projetos previstos para a Baixada Santista

O ENMU indica quatro intervenções estruturais na rede de transporte metropolitano:

  • Extensão do VLT da Baixada Santista, entre o terminal Samaritá e o terminal Tatico (São Vicente/Praia Grande);
  • Implantação do VLT Santos–Guarujá, conectando as duas cidades por sistema de média capacidade;
  • Implantação do BRT Praia Grande, entre a estação São Vicente (VLT) e o terminal Caiçara;
  • Extensão do VLT entre os terminais Barreiros e Samaritá, consolidando a integração regional.

A expectativa é de que os projetos ampliem o acesso ao transporte coletivo em Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande, com redução do tempo médio de deslocamentos e impacto econômico estimado em R$ 760 milhões.



Panorama nacional

Em todo o país, o ENMU concluiu a definição de 187 projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade, nas 21 maiores regiões metropolitanas. O investimento total estimado é de R$ 430 bilhões, dos quais R$ 230 bilhões em metrôs; R$ 31 bilhões em trens; até R$ 105 bilhões em VLTs; R$ 80 bilhões em BRTs e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus.

Além da Baixada Santista, o estudo abrange as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Goiânia, Distrito Federal, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Fortaleza, Belém e Manaus.

Segundo o estudo, as intervenções na região devem reduzir cerca de 150 mortes no trânsito até 2054, além de evitar a emissão de 39 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. Também está prevista uma redução média de 6% no custo operacional por viagem, resultado da maior eficiência dos sistemas de transporte coletivo.



O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou: “Com o estudo, o BNDES contribui com a produção de uma política pública para a formulação de uma estratégia nacional de mobilidade urbana, de longo prazo e sustentável, unindo esforços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal”.

Mercadante ainda acrescentou que "o objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, com um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”.

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que os projetos apresentados reforçam o compromisso do país com a sustentabilidade.



“Os projetos selecionados mostram que o Brasil está buscando se adaptar às mudanças do clima, com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social. Investir em transporte coletivo limpo é investir nas cidades e nas pessoas, para que os centros urbanos se tornem mais resilientes, com menos poluição e deslocamentos mais rápidos e seguros”.

A íntegra do estudo está disponível em: bit.ly/ENMUout2025.

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