Bertioga não terá queima de fogos neste Réveillon

Costa Norte
Publicado em 23/12/2016, às 13h11 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h43

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Foto: PMB

Marina Aguiar

O secretário de Administração e Finanças de Bertioga Fernando Moreira anunciou, durante o programa Café da Manhã, de sexta-feira, 23, que não haverá queima de fogos promovida pela prefeitura neste Réveillon. O motivo é a crise financeira vivida pelo município. "Como o governo decidiu pela gestão responsável, o prefeito escolheu deixar a cidade iluminada com o tema natalino. A iluminação dura muito mais tempo".

De acordo com Moreira, a maior parte das cidades também não tem verba para os fogos de artifício, e, além disso, não podem pagar funcionários. "Muitas cidades não vão ter fogos, coleta de lixo e pagamento de salários. Nós vamos ter tudo e, com a cidade iluminada, menos os fogos", declarou. Na noite da virada, haverá um trio elétrico comandado pelo DJ Max Seeger, na Praça de Eventos (praia da Enseada), próximo ao Parque dos Tupiniquins e Forte São João.

Para quem aprecia a queima de fogos, a atração poderá ser vista nas praias da Riviera de São Lourenço (módulo 5), no Sesc Bertioga, e no condomínio Morada da Praia.

Pets agradecem

A não realização do espetáculo de fogos de artifício no centro de Bertioga é criticada por uns, e comemorada por outros. Para os animais, por exemplo, é um alívio, já que a capacidade auditiva deles é muito maior que a dos humanos e eles não entendem o que está acontecendo. De acordo com o veterinário Caio Tiosso, do Centro Veterinário Vita, o barulho de fogos de artifício para o animal é como um ser humano indo para a guerra. "Um barulho de explosão sem saber de onde está vindo e o que é. Eles entram em desespero".

Tiosso afirmou que, nesta época do ano, recebe muitos pedidos de ajuda, porque os cães fogem assustados. "Também têm cachorros que morrem enforcados, porque o proprietário amarra na coleira e ele se estressa tanto a ponto de tentar fugir e se enforcar", lamentou. Cães cardiopatas também correm riscos e podem vir a óbito por descompensação. "Ele chega a uma carga de estresse tão grande que pode acabar parando".

Apenas os cães policiais conseguem suportar os ruídos, pois são condicionados a conviver com barulhos de bombas e explosão desde filhotinhos. "Em compensação, para os cães de casa é assustador, ainda mais porque é apenas uma vez no ano", disse o veterinário. Para Tiosso, a ausência de fogos é um motivo para comemorar e, provavelmente, o número de cachorros que vai fugir esse ano será menor.

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