Áurea Bravo enfrentou o retorno agressivo de um tumor; família arrecada doações para custear a mecânica de nova prótese

Aos 9 anos, a rotina de Áurea Bravo, moradora de Santos, litoral paulista, divide-se entre maquiagens, bonecas e muita força de vontade. Após precisar amputar o braço direito e parte do ombro por causa de um câncer agressivo, a menina mantém o sorriso e a esperança. Agora, a família mobiliza uma campanha virtual para comprar uma prótese mecânica.
A mãe de Áurea, Kassia Bravo Munhoz, relata que o diagnóstico inicial ocorreu em agosto de 2025. Após meses de tratamento, a menina celebrou a retirada do cateter em fevereiro deste ano. No entanto, a doença voltou de forma severa.
"Quando foi em abril agora de 2026, a gente descobriu um caroço embaixo da axila dela. Foi feita nova investigação e dali se descobriu que o pecoma tinha voltado", relembra a mãe. Apesar de passar por quatro rodadas de quimioterapia, o tumor não regrediu. A equipe médica optou pela amputação imediata para preservar a vida da criança.
O suporte dentro de casa atua como a principal base de força de Áurea. A irmã gêmea, Aylla Bravo, e a irmã mais velha, Giovana Bravo, garantem que o dia a dia permaneça repleto de diversão. Giovana conta que a vaidade é uma marca registrada do trio.
A gente não se desgruda nenhum tempo. Desde pintar unha, fazer uma maquiagem. As meninas sempre foram muito vaidosas", afirma.
O pai, Carlos Ricardo, explica que a prioridade da família após a cirurgia era o bem-estar emocional da filha em relação à aparência. "A nossa preocupação era a questão da estética dela. No dia seguinte após a amputação, ela perguntou: 'mãe, será que o Tola (primo) não consegue fazer um braço para mim?'", emociona-se o pai.
O pedido de Áurea gerou uma rápida mobilização. O primo da menina, Marcos Antônio Ribeiro Júnior, procurou parceiros para desenvolver o equipamento com o uso de escaneamento corporal e impressão 3D. A estrutura externa sairá sem custos, mas as peças articuladas exigem alto investimento.
Marcos detalha o orçamento do projeto tecnológico: "Através dessa impressora 3D, a gente acredita que consegue fazer a mecânica. Essa sim (mecânica) tem um custo, de R$100 mil a R$200 mil. Já a impressora 3D não vai ter custo algum".
Para cobrir os gastos com a estrutura mecânica, a família pede apoio da comunidade. As doações financeiras de qualquer valor podem ser enviadas pelo siteVakinhaou pela chave Pix (e-mail), no endereço [email protected]. O público também pode acompanhar a rotina da menina e o avanço da campanha pelo perfil do Instagram @gemeas_aurea_e_aylla.
*Com informações do jornalista Alex Castro, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.