Apae Bertioga terá nova eleição em setembro

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Publicado em 17/08/2017, às 14h18 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h06

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Federação das Apaes do Estado de São Paulo realizou assessoria para a entidade na quinta-feira, 17

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Bertioga realizará uma nova votação para eleger a diretoria entre 23 e 30 de setembro. A decisão é do juiz Fausto Dalmaschio Ferreira e foi publicada no dia 3 de agosto. Na quinta-feira, 17, membros da Federação das Apaes do Estado de São Paulo visitaram a entidade para assessorar o desenvolvimento da eleição.

A diretoria da Apae não autorizou a participação da imprensa, mas o procurador da Federação Paulo Rogério Geiger explicou que a visita serviu para acalmar os ânimos das partes. "Viemos trazer uma mensagem de pacificação e fazer o nosso papel de assessoramento. Nosso objetivo é ultrapassar esse percalço que foi a anulação da última eleição por uma decisão judicial", explicou.

A equipe da Federação sanou as principais dúvidas a respeito das eleições e, na ocasião, foi definida a comissão eleitoral. "Três pais, três funcionários, um membro da Apae e um membro da comunidade local vão compor essa comissão eleitoral e conduzir todo o processo para que ocorra dentro da legalidade", afirmou Fernanda Gomes, superintendente da Federação das Apaes do Estado de São Paulo.

Manifestação

No dia 8 de agosto, logo após a decisão, pais, funcionários e alunos da Apae Bertioga realizaram uma manifestação pela permanência da atual presidente Tatiane Cavalheiro Martins Otarola. Um grupo, de aproximadamente 30 pessoas, marchou do Fórum de Bertioga até a residência do advogado Fernando de Aguiar, autor do processo que anula a assembleia que elegeu Tatiane, em novembro de 2016.

Aguiar moveu o processo público por ter dúvidas sobre a legitimidade da presidente. "A eleição foi ilegítima. Ela foi publicada em um jornal que não circula aqui, o Gazeta Regional; não foi publicado no BOM [Boletim Oficial do Município], nem no jornal Costa Norte. Uma das fraudes que ela cometeu foi se tornar presidente por procuração", declarou.

Segundo os autos do processo, a presidente eleita em novembro de 2016 foi Valéria Ignácio de Lima, que renunciou ao cargo em 20 de março de 2017. No dia 2 de maio, foi realizada uma nova assembleia entre os membros da instituição em que Tatiane foi eleita presidente. No processo, ela garante que "a assembleia em questão teve o acompanhamento da Federação das Apaes do Estado do São Paulo, houve representante presente que verificou que a atual gestão obedeceu todos os requisitos legais para que a assembleia fosse válida."

O advogado pede, no processo público nº 1001511-92.2017.8.26.0075, que a assembleia seja anulada. A decisão foi publicada no dia 3 de agosto pelo juiz Fausto Dalmaschio Ferreira. No documento, ele pede que quatro pais de alunos envolvidos no processo assumam a direção da associação, pelo prazo de 60 dias, até a convocação de novas eleições, caso acolhido o pedido antecipatório ou que fosse realizada uma audiência de conciliação em até 10 dias.

Após a visita da Federação, a procuradora da Apae Bertioga Monica Fuzie Pereira, afirmou que a entidade busca uma política de transparência pública e trabalha para recuperar a confiabilidade da instituição. "Estou no cargo há cerca de 90 dias e, a partir desse momento, estamos tentando deixar essas questões de lado", disse Monica.

Marina Aguiar

Foto: JCN

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