ECONOMIA

Alvo de Trump, Pix brasileiro domina mercado e expõe restrições do Zelle americano

Criados para agilizar transações financeiras, Pix e Zelle se diferenciam pela abrangência, modelo de operação e nível de integração com o mercado


Redação
Publicado em 05/06/2026, às 16h40

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Alvo de Trump, Pix brasileiro domina mercado e expõe restrições do Zelle americano
Citado por Eduardo Bolsonaro, Zelle privado esbarra em limites que o Pix público superou - Reprodução/Instagram/Zelle/Banco Central


Nesta semana, o sistema de pagamentos instantâneos Zelle ganhou destaque nas redes sociais, depois de ter sido citado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante uma entrevista à rádio TMC. A declaração surgiu em meio a discussões sobre o Pix e críticas feitas pelo governo do presidente Donald Trump ao modelo brasileiro de transferências financeiras.

Mesmo que ambos tenham como objetivo facilitar pagamentos e transferências em poucos segundos, o Pix e o Zelle possuem diferenças significativas. O Pix é uma plataforma criada pelo Banco Central do Brasil, lançada em 2020. Além de desenvolver a ferramenta, o Banco Central também é responsável pela regulamentação e pela infraestrutura que permite a operação do sistema em todo o Brasil.

Já o Zelle surgiu no ano de 2017, como uma iniciativa privada do setor bancário dos Estados Unidos. Ele foi desenvolvido pela Early Warning Services, empresa de tecnologia financeira controlada por alguns dos maiores bancos do país, entre eles Bank of America; JPMorgan Chase; Wells Fargo; Capital One; PNC Bank; Truist e U.S. Bank.



Outra diferença significativa está na abrangência. O Pix pode ser utilizado por clientes de praticamente todas as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. A lista engloba bancos tradicionais, cooperativas de crédito e fintechs.

O Zelle, por sua vez, opera apenas entre instituições que participam da rede. O serviço americano está presente em mais de 2.400 aplicativos de bancos e cooperativas de crédito nos Estados Unidos, mas não possui a mesma universalidade observada no sistema brasileiro.

Atualmente, tanto o Pix quanto o Zelle são voltados principalmente para transações dentro dos seus respectivos países, embora existam estudos e iniciativas para ampliar as possibilidades de transferências internacionais.



Dados do Banco Central indicam que o Pix já é utilizado por cerca de 80% da população brasileira. A plataforma ultrapassa a marca de 170 milhões de usuários e se consolida como o principal meio de pagamento do Brasil.

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