Estrutura no km 33 havia entrado em fase de testes no Sistema Anchieta-Imigrantes; acidente ocorreu antes do início da cobrança

Uma carreta-cegonha derrubou um pórtico recém-instalado do sistema free flow na rodovia Anchieta, na altura de São Bernardo do Campo, na tarde desta sexta-feira (12). A estrutura fica no km 33, trecho onde a Ecovias Imigrantes iniciou a fase de testes do modelo de pedágio eletrônico Siga Fácil, no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), nesta semana.
De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente ocorreu por volta das 12h, em direção a São Paulo. O boletim classifica a ocorrência como choque com equipamento e aponta danos ao pórtico.
Segundo a dinâmica registrada pela Artesp, a carreta-cegonha seguia pela segunda faixa quando veículos transportados na parte superior atingiram a estrutura. Na sequência, o acostamento foi interditado, situação que permanece até a publicação desta matéria.
O motorista saiu ileso e a carreta foi escoltada até uma base da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) para elaboração do boletim de ocorrência. Equipes de engenharia foram acionadas para remover o pórtico com apoio de guindastes.
O sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow entrou em fase de testes no SAI, após a Ecovias Imigrantes concluir a instalação dos equipamentos do Siga Fácil, nome oficial do novo modelo de cobrança sem cabines.
Os pórticos foram instalados na via Anchieta, no km 33, e na rodovia dos Imigrantes, no km 29, em ambos os sentidos. De acordo com a concessionária, nesta fase ainda não há cobrança aos usuários.
As estruturas devem substituir, futuramente, as atuais praças de pedágio com cabines, localizadas no km 31 da Anchieta e no km 32 da Imigrantes. A desmobilização desses pontos, porém, depende da conclusão dos testes e da homologação do sistema pela Artesp.
O free flow é um sistema de pedágio sem cancela. Em vez de cabines, os veículos são identificados automaticamente ao passar pelos pórticos instalados na rodovia.
No SAI, os equipamentos utilizam câmeras, sensores e antenas para reconhecer placas e tags eletrônicas. Segundo a Ecovias, a tecnologia permite a leitura dos veículos inclusive em situações de velocidade elevada, neblina e tráfego intenso.
As câmeras com tecnologia OCR fazem a leitura das placas dianteiras e traseiras em todas as faixas da rodovia. Os sensores a laser classificam os veículos conforme altura, largura, comprimento e quantidade de eixos rodantes e suspensos. As antenas identificam as tags eletrônicas e complementam as informações captadas pelos demais equipamentos.
Depois disso, os dados são enviados a um sistema central, que valida as informações registradas e calcula a tarifa correspondente à passagem do veículo.
A Ecovias afirma que os testes incluem cruzamento de dados para conferir as leituras feitas pelos equipamentos e verificar a precisão do sistema antes do início efetivo da cobrança.