CONDIÇÕES DA VIA

Rio-Santos tem queda de 73% nas mortes em trechos com fiscalização eletrônica

DER-SP instalou 649 equipamentos em rodovias estaduais; na Rio-Santos, acidentes caíram 48% entre abril de 2025 e abril de 2026


Redação
Publicado em 17/06/2026, às 13h49

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Rodovia Rio-Santos (SP-055)
Trechos da Rio-Santos e da Oswaldo Cruz estão entre os pontos monitorados pelo DER-SP no litoral paulista - Divulgação/Governo de São Paulo


A rodovia Rio-Santos (SP-055) registrou queda de 73% em casos de mortes, em trechos monitorados por fiscalização eletrônica, segundo balanço divulgado pelo governo de São Paulo. O número de vítimas fatais caiu de 15 para quatro, na comparação apresentada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP) entre abril de 2025 e abril de 2026.

A redução também ocorre em outros indicadores da rodovia. No mesmo período, os acidentes caíram de 704 para 366, queda de cerca de 48%. O total de vítimas passou de 488 para 220, enquanto o número de feridos recuou de 433 para 216.

Os dados fazem parte de um pacote de fiscalização eletrônica implantado pelo DER-SP em rodovias estaduais. Foram instalados 649 equipamentos em pontos considerados estratégicos da malha viária, com investimento de R$83,7 milhões.



Segundo o governo estadual, os locais foram definidos a partir de mapeamento técnico dos trechos com maior índice de acidentes. A análise levou em conta fatores como excesso de velocidade, tipo de ocorrência registrada, características da via, pontos críticos e proximidade de travessias de fauna.

Queda também aparece na Oswaldo Cruz

Outra rodovia que dá acesso ao litoral norte também apresentou redução nos índices. Na rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), que liga Taubaté a Ubatuba, os acidentes caíram de 313 para 158, queda de aproximadamente 50%.

O total de vítimas passou de 127 para 68, enquanto o número de feridos caiu de 123 para 66. As mortes foram reduzidas de quatro para duas, recuo de 50% no período analisado pelo DER-SP.



Na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), que liga o Vale do Paraíba à região de Campos do Jordão, os acidentes passaram de 259 para 108. As mortes caíram de sete para três.

O que os equipamentos fazem

A fiscalização eletrônica funciona como uma forma de monitorar pontos de maior risco, especialmente em trechos onde há histórico de velocidade acima do permitido, curvas, travessias, acessos e concentração de acidentes.

Na prática, os equipamentos ajudam o poder público a controlar infrações e também a mapear o comportamento do trânsito. Esses dados podem orientar novas medidas de segurança, como reforço de sinalização, ajustes de engenharia e ações preventivas.



O DER-SP afirma que a fiscalização faz parte de uma política mais ampla de segurança viária, que também inclui monitoramento operacional, investimentos em sinalização e acompanhamento das ocorrências nas rodovias administradas pelo departamento.

O DER trabalha pautado principalmente pela preservação da vida. Cada ação de fiscalização e engenharia viária realizada pelo nosso Departamento tem esse objetivo de salvar vidas e contribuir para a educação dos motoristas e dos demais usuários”, afirma Sergio Codello, presidente do DER-SP.

Meta até 2030

As ações estão alinhadas à Década de Ação pela Segurança no Trânsito, iniciativa que prevê reduzir em 50% as mortes e lesões no trânsito até 2030.

Atualmente, o DER-SP administra mais de 12 mil quilômetros de rodovias no estado. Segundo o governo paulista, a ampliação da fiscalização e o aprimoramento dos registros permitem identificar melhor os pontos de risco e planejar ações para reduzir a gravidade dos acidentes.



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